O Hospital Kiang Wu planeia criar um novo centro de procriação assistida, tendo submetido já o respectivo pedido ao Governo. O director do Hospital prevê que o centro possa começar a funcionar a partir de Maio do próximo ano. Em Dezembro, recorde-se, vai arrancar uma consulta pública sobre a proposta de regime jurídico para legislar aquele procedimento médico
Viviana Chan
O Hospital Kiang Wu entregou o pedido de autorização aos Serviços de Saúde (SSM) com vista à prestação de serviços de procriação medicamente assistida (PMA). A proposta contempla ainda a abertura de um Centro de PMA prevista para Maio do próximo ano.
De acordo com o Jornal “Ou Mun”, o director do Hospital Kiang Wu, Ma Hok Cheung, revelou que o pedido submetido aos Serviços de Saúde engloba uma série de informações relativas à equipa de profissionais, equipamentos e espaços, entre outras matérias. Com base nas instruções específicas para a utilização de técnicas de PMA, este tipo de Centro deve dispor no mínimo de dois médicos especialistas em ginecologia ou obstetrícia, preferencialmente com a subespecialidade de medicina da reprodução, podendo um deles ser o director técnico.
Actualmente, o espaço do futuro centro, que se localiza no edifício de especialidades, está a ser sujeito a obras e o hospital já começou a adquirir equipamentos para o novo serviço. O responsável revelou ainda que já contratou vários especialistas da área, pelo que a equipa será formada por 11 a 12 médicos e técnicos.
No mês passado, o Governo anunciou ter concluído preliminarmente o projecto de lei das técnicas de procriação medicamente assistida com vista a regular o respectivo uso, especialmente a inseminação artificial, o refinamento in vitro, a injecção intracitoplasmática de esperma, embriões, gâmetas (esperma/ovo) e implantação de zigóticos, diagnóstico genético pré-implantação. Segundo os SSM, a proposta vai ser alvo de consulta pública em Dezembro estando previsto o arranque do processo legislativo em meados de 2018.
Por enquanto, apenas o hospital público e o Kiang Wu podem disponibilizar estes serviços, uma vez que integram unidades privadas de saúde com urgência, obstetrícia e cuidados intensivos neonatais.
Assim, Ma Hok Cheung indicou que o Centro de PMA do Kiang Wu vai arrancar com um serviço de boa qualidade: além de oferecer os melhores equipamentos do mercado, foram contratados profissionais com décadas de experiência em técnicas de PMA. O mesmo responsável revelou que o Centro visa servir maioritariamente residentes e atingir níveis internacionais, apontando para um taxa de sucesso de 45% no processo de procriação assistida.
Face à preservação de esperma, óvulo e zigoto ou escolha de sexo dos bebé, Ma Hok Cheung disse que estes serviços ainda não estarão disponíveis por questões “morais. Sendo assim, isso só será considerado quando a legislação avançar.



