O empresário Kevin Ho reagiu pela primeira vez ao caso da Viva Macau, negando a existência de qualquer troca de interesses. Além disso, garantiu poder explicar de forma pormenorizada todo o caso, depois do CCAC concluir a investigação
Viviana Chan
Kevin Ho rejeitou fazer comentários ao caso Viva Macau. O empresário era director executivo tanto da companhia área como da empresa fiadora Eagle Airways.
“Não faz sentido comentar”, disse, pedindo ao público para esperar pelo resultado da investigação do Comissariado contra a Corrupção (CCAC).
Em declarações à MASTV, Kevin Ho garantiu ainda que o caso da Viva Macau não envolveu troca de interesses.
De acordo com a MASTV, o empresário garantiu que poderá dar mais esclarecimentos sobre o caso e com pormenores, quando o CCAC concluir a investigação.
“Para ser mais claro, posso dizer que tudo o que tem sido dito não está completo, é um verdade parcial”, afirmou.
Para além disso, Kevin Ho apontou que o caso já foi há muitos anos e por isso não se recorda de muitos pormenores. “Sei que a imprensa quer muito obter um comentário da minha parte e já tentou apanhar-me várias vezes, mas não fugi de propósito. Como não domino todos os documentos, tenho de ver os materiais para falar com vocês [imprensa], não queria só falar uma parte da história. Não vos quero desiludir”, disse aos jornalistas.
O empresário, sobrinho do antigo Chefe do Executivo Edmund Ho, apontou ainda que como a empresa em causa faliu, os documentos já foram submetidos ao CCAC e, a partir de agora, é difícil prever a evolução do caso.
O Gabinete do Presidente do Tribunal de Última Instância informou num comunicado anterior que os 212 milhões de patacas que o Fundo de Desenvolvimento Industrial e de Comercialização emprestou à Viva Macau dificilmente serão recuperados porque não há bens para penhorar.



