Para a presidente dos Kaifong, a solução para os problemas de mau cheiro das lamas da zona ribeirinha da Areia Preta passa por aterrar a área entre essa margem e a zona A dos Novos Aterros. Defende ainda que a medida poderia atenuar o eventual estrangulamento rodoviário motivado pela Ponte do Delta
Com o agravamento do problema de trânsito nas imediações da Areia Preta e a entrada em funcionamento da Ponte do Delta, prevista para breve, a presidente da União Geral das Associações dos Moradores de Macau (Kaifong) considera que as dificuldades de circulação vão piorar naquela zona. Na sua opinião, a solução passa por aterrar a zona ribeirinha entre a Areia Preta e a zona A dos Novos Aterros.
Segundo Ng Sio Lai, aquela área tem muitas lamas acumuladas que emanam maus cheiros. Para além disso, como o terminal de autocarros das Portas do Cerco vai ficar suspenso por um longo período de tempo, as redondezas continuarão a enfrentar maior pressão no tráfego. “Com esta medida, pelo menos a estrada ficaria mais larga e seriam acrescentadas duas vias de trânsito”, apontou ao jornal “Ou Mun”.
Com a construção da ilha artificial, a água da praia ficou “morta”, queixou-se Ng Sio Lai, confessando que espera que o Executivo entregue uma proposta ao Governo Central sobre esta ideia.
A presidente dos Kaifong frisou que há 10 anos, quando ainda não havia o posto fronteiriço das Portas do Cerco, a água da Areia Preta tinha uma ligação ao Canal dos Patos.
O ambiente da Areia Preta tem vindo a piorar, sobretudo no Verão, com o problema dos maus cheiros a preocupar os moradores.
R.C.



