Alguns jovens dirigentes de nove cidades de Guangdong, Hong Kong e Macau juntaram-se no território para dar a sua opinião sobre a construção da Grande Baía, salientando as elevadas expectativas que a iniciativa suscita
Viviana Chan
Como contribuir melhor para a construção da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau foi o tema da mesa redonda que reuniu jovens dirigentes de nove cidades de Guangdong e das RAE. O evento fez parte do “Fórum de Juventude sobre Construir em Conjunto a Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”.
Mok Chi Wai, presidente da Federação de Juventude de Macau e representante do território no encontro, referiu que os jovens locais não só conhecem a política “Uma Faixa, Uma Rota” e o projecto de construção da Grande Baía, como também reconhecem as estratégias nacionais. Na sua opinião, o conhecimento da Grande Baía pode influenciar muito o planeamento da carreira profissional dos jovens, por isso esse projecto deve fomentar um ambiente de vida agradável, para assim atrair mais a juventude.
Já o presidente do Comité de Actividades Juvenis de Hong Kong, Kenneth Fok, disse que uma parte dos jovens da RAEHK não quer trabalhar na Grande Baía, devendo ser aprofundada a cooperação na comunicação e na educação. O jovem empresário considera que o conceito do projecto passa por ter conhecimento das diferentes regiões e cidades da região e sentimento de pertença.
Por seu lado, o representante de Cantão, Huang Shan, defendeu a integração cultural da Grande Baía e o reforço do conhecimento mútuo. Para isso, sugeriu a criação de um secretariado permanente da Grande Baía para poder organizar actividades de comunicação entre as cidades.
“Ganhei mais confiança no projecto da construção da Grande Baía depois de participar neste fórum. Toda a zona está unida, sobretudo os jovens, e penso que todos estão cheios de vontade para mostrar carisma e capacidade. Sinto-me mais confiante por ter um grupo de pessoas na luta pelo mesmo objectivo”, disse Husband Ho, empresário de Dongguan, à TRIBUNA DE MACAU.
Husband Ho, que também é dirigente de associações juvenis de Dongguan, acredita que a estratégia da Grande Baía tem muito apoio do país. “Este apoio está a melhorar as infra-estruturas da região, sobretudo no transporte e isso favorece a integração regional”, disse.
O representante de Zhongshan, Chen Ningning, considera que o fórum pode aprofundar o conhecimento das vantagens das cidades da Grande Baía. “Como jovem empreendedor, preciso de conhecer as características destas cidades, para encontrar oportunidades de investimento e empreendedorismo”, frisou o criador de um negócio relacionado com o transporte inteligente e que, portanto, necessita de estar atento ao planeamento urbanístico.
O moderador da reunião e vice-presidente do Instituto de Desenvolvimento da China, Qu Jian, observou que ao longo dos 40 anos de abertura da economia da China registaram-se diferentes fases na cooperação entre Guangdong e as RAE. Qu Jian explicou que a primeira fase, nas primeiras duas décadas, se concentrou na área de produção. A partir da década 90, a cooperação entre as cidades e regiões da Grande Baía começou a ter diferentes orientações e a cooperação a estar direccionada para os serviços.
A Grande Baía é a terceira fase da cooperação diversificada das três regiões e “o motor de desenvolvimento, os jovens”, frisou.
Chefe vê oportunidades “sem precedentes”
Na abertura do Fórum de Juventude, o Chefe do Executivo defendeu que o plano da Grande Baía oferece “oportunidades de desenvolvimento sem precedentes para Guangdong, Hong Kong e Macau”, em particular para os jovens. “A construção da Grande Baía veio injectar novo dinamismo” nas três regiões e é uma “iniciativa essencial para acelerar a integração de Macau no desenvolvimento nacional”, disse Chui Sai On.



