Vários índices de um inquérito da Rede de Serviços Juvenis Bosco mostram que os jovens sentem-se cada vez mais atraídos pelo jogo, menos capazes de resistir à tentação e mais vulneráveis ao vício. Além disso, os dados apresentam um acréscimo na taxa de participação no jogo entre as mulheres jovens. Face a estas situações, a associação defende que as escolas de Macau devem começar a educar os jovens sobre o jogo mais cedo

 

Viviana Chan

 

Um inquérito desenvolvido pela Rede de Serviços Juvenis Bosco mostra que, hoje em dia, os jovens estão mais atraídos pelo jogo do que há 10 anos. As conclusões do estudo indicam que, em 2008, entre 1% e 2% dos jovens inquiridos sentiam vontade de jogar frequentemente, mas actualmente essa taxa aumentou para entre 4% a 6%.

Para a Rede de Serviços Juvenis, os resultados do estudo evidenciam uma tendência de aumento, com os jovens a revelarem cada vez menor capacidade de resistência ao vício de jogo.

De acordo com o inquérito mais recente, 10% dos participantes consideram que o valor das apostas deve ser mais significativo para o jogo ser mais interessante. Para além disso, 22% admitiram ter potenciais problemas de jogo. Numa comparação ao inquérito de 2008, esta taxa aumentou nove pontos percentuais. Nesse sentido, a associação acredita que os jovens de Macau tornaram-se mais vulneráveis face ao jogo.

Para além disso, o inquérito indica que a taxa de participação no jogo entre as mulheres jovens aumentou de 19% para 28%, face a 2013.

Atendendo aos resultados obtidos, a associação alertou que os jovens podem ter contacto com o jogo mais cedo por causa do desenvolvimento dos meios de comunicação. Por isso, sugere que as escolas comecem a educar mais cedo, junto de crianças mais novas, para reforçara a lutar contra o jogo problemático.

Segundo o “Ou Mun Tin Toi”, o relatório refere ainda que a vida social pode motivar o jogo, até porque na cultura chinesa jogar “Majhong” é considerado um entretenimento familiar.

Na análise às informações consta ainda que a maioria dos participantes começa a ter contacto com o jogo entre os 12 e 14 anos, gastando menos de 200 patacas por mês. Por outro lado, cerca de 1% dos inquiridos gastam mais de 1.000 patacas, mensalmente, no jogo.