Pedro Durães já garantiu o título numa das categorias do Campeonato Ibérico de Karting e sonha agora com o salto para outras provas, de preferência para as corridas GT. Ao Jornal TRIBUNA DE MACAU, o jovem português de 18 anos, que ganhou gosto pela modalidade na sequência das actividades de Verão da DSEDJ, reconhece que o karting continua a ser “o grande trampolim para quem quer seguir a carreira de piloto”. No entanto, lamenta os custos “cada vez mais elevados”

As escolas de karting de Macau continuam a ‘fabricar’ talentos e Pedro Durães é um dos mais recentes da aposta da Associação Geral de Automóvel Macau-China no desenvolvimento de novos valores para a modalidade.
O português de 18 anos, nascido no território, tem estado a competir no “Iberian Karting Championship” (IKC), onde garantiu o título na categoria de Proto2, já com três corridas ganhas, quando ainda faltam duas rondas para o final da temporada.
Depois de ter participado, no ano passado, em corridas de resistência em Fafe, tendo alcançado resultados de pódio (segundos e terceiros lugares), Pedro Durães foi convidado a fazer uma corrida do campeonato, no Circuito Internacional de Braga. Foi terceiro, posição que lhe abriu as portas para toda a temporada de 2026, numa parceria entre a sua equipa, LK Motorsports Racing Team, e a Supremo Gosto Racing.
Mais de 60 pilotos e 30 escuderias, de Portugal, Espanha e França, participam na competição, a qual integra três categorias. O campeonato é constituído por seis corridas, a que se junta a Taça da EPIC, que deverá acontecer em Janeiro ou Fevereiro de 2027. O IKC começou no Kartódromo de Fátima, seguindo-se provas em Braga, Castelo Branco e Leiria. Por estranho que pareça, uma vez tratar-se de um campeonato ibérico, não há corridas em Espanha.
Na ronda disputada na pista albicastrense, Pedro Durães garantiu então o ceptro. “Tem sido muito bom, principalmente porque é a minha primeira experiência numa competição deste nível”, disse o piloto ao Jornal TRIBUNA DE MACAU, acrescentando que “ainda há muito para aprender”.
Sobre o futuro, o jovem piloto espera poder saltar para outra categoria, de automóveis ou até de monolugares. Mas para isso terá de conseguir patrocínios, uma vez que os custos são bastante mais elevados. “Aproveito para pedir a todos que sigam a minha conta do Instagram – @15.pld – para me ajudar a ter mais exposição”, expressa.
O GT World Challenge, a ELMS, a IMSA e a WEC sempre foram os seus maiores sonhos. “Desde pequeno adorava ver pilotos como o Vanthoor, o Buemi e o Kobayashi”, salienta, considerando que o GT World Challenge seria o principal objectivo, “pois assim podia competir nas mesmas ruas de Macau, onde vivia o meu dia a dia”.
Pedro Durães deixou Macau no ano passado para terminar o ensino secundário e poder progredir na carreira de piloto, “pois estava muito limitado em Macau”. Se tudo correr bem, irá tentar o curso de Engenharia ligada à Competição Automóvel. “Ainda não sei onde. Tanto pode ser na Europa como na Ásia”, frisa.
O piloto natural de Macau reconhece que, por vezes, é difícil conciliar os estudos com as corridas. “Felizmente o IKC tem sido a seguir aos testes o que me deixa aliviado, permitindo-me assim competir sem a pressão dos testes”, menciona, lamentando que, por causa dos estudos, não conseguiu fazer todas as corridas na outra prova em que participa, o Campeonato de Rilhadas by Mistura Nova. Mesmo assim, já obteve um 3º e um 4º lugar (depois de uma penalização em que desceu de 2º para 4º).
Sobre a importância do karting como trampolim para quem quer seguir a carreira de piloto, o jovem luso concorda. No entanto, sustenta que os custos são cada vez mais elevados. “Isso acaba por destruir as esperanças de muitos talentos que pretendem continuar o seu percurso nas corridas”, observa, afirmando que “já existem algumas oportunidades que tentam ser mais acessíveis, mas, ou acabam por ser campeonatos amadores, ou acabam por continuar a ser caros”.
V.R.



