Quando cheguei a Macau, em 1983, para começar a minha aventura jornalística, então como um jovem estagiário, o semanário Tribuna de Macau já era um título consagrado junto da opinião pública. O Jornal, dirigido pelo seu Fundador, José Rocha Diniz, estava muito bem pensado, estruturado e executado com a cobertura exaustiva do território e da actualidade portuguesa, graças à parceria com o Diário de Notícias e outras publicações de Portugal.
Rocha Diniz era e é um jornalista muito experiente, de elevada competência, o timoneiro ao leme de um semanário num ambiente de comunicação social pequeno como o território. Por isso, não seria tarefa fácil fazer um jornal diário ou semanário em Macau, mas as intrigas palacianas permitiam sempre sacar mais informação.
Sim, porque Macau, após o 25 de Abril, entrou, também, na actualidade nacional portuguesa, os Governadores e as equipas, quase todas da antiga Metrópole, eram passados a pente fino em Lisboa, o território era uma espécie de tirocínio para outros voos na política em Portugal.
Foram anos de brasa que a comunicação social em Macau soube navegar, incluindo, naturalmente, a Tribuna de Macau que dava bastante destaque à parte da opinião. E é aí que entro na história do Jornal, graças a um amável convite de Rocha Diniz, para ser um dos colunistas do semanário. com total liberdade para os meus escritos quando 1999 estava ali, ao virar da esquina.
Rocha Diniz e João Fernandes, infelizmente já desaparecido, por causa da transição, repensaram os seus Jornais, a Tribuna e o Jornal de Macau e optaram pela fusão criando um novo diário, Jornal Tribuna de Macau, JTM, que ainda hoje se mantém. De novo, Rocha Diniz convidou-me a continuar a escrever no Jornal e, por razões profissionais, fiz um hiato, mais tarde, na colaboração, retomada passado um ano meio, salvo erro.
Isto é, por três vezes, tive a honra de pertencer à família do JTM, entretanto reforçada com a escolha de um novo director, Sérgio Terra, também ele competente e sensato. Nestes tempos da RAEM, é fundamental dar continuidade à presença de jornais nas línguas, portuguesa, chinesa e inglesa, tal como a Rádio e a Televisão.
Porque todos os dias revelam Macau a Macau, as suas gentes, as mudanças na sociedade, sempre com intuitos noticiosos e críticos.
40 anos da Tribuna de Macau, a servir Macau, é obra!
Ao seu Fundador, José Rocha Diniz, Director Sérgio Terra e restante equipa os meus parabéns e que o Jornal continue o seu caminho por muitos e mais anos!
* Ex-colaborador
Ex-jornalistas e colaboradores escrevem sobre os 40 anos da Tribuna de Macau
Dia 1 de Novembro passam 40 anos que em Macau saiu nas bancas, pela primeira vez, o então semanário Tribuna de Macau”, que depois de 1998 passou a diário e agora celebra um marco histórico, uma vez que, na longa história da imprensa de Macau, nunca houve um jornal de informação generalista em língua portuguesa a manter-se tantos anos em publicação ininterrupta. Nesta ocasião, pedimos a vários jornalistas que passaram pela Redacção e outros observadores da “coisa pública” que nos enviassem as suas recordações destas quatro décadas de ligação comum. São estes textos que estamos agora a divulgar



