A advogada Oriana Pun, que se encontra a defender John Mo, disse que aceitou o processo do ex-director da Faculdade de Direito da Universidade de Macau porque o arguido “é inocente”. O julgamento começou na sexta-feira e a leitura da sentença já está agendada para 15 de Fevereiro
John Mo, ex-director da Faculdade de Direito da Universidade de Macau (UM), começou a ser julgado na manhã de sexta-feira no Tribunal Judicial de Base, numa audiência que se prolongou pela tarde. O arguido está a ser defendido por Chan Wa Keong em cooperação com Oriana Inácio Pun, que disse à saída do tribunal que John Mo “está a colaborar com a justiça”. “Temos de aguardar pela decisão do tribunal. Mas, para mim, é inocente. Por isso, peguei no processo”, afirmou, citada pela Rádio Macau.
Aos media em língua chinesa reiterou: “Acredito que uma pessoa inocente fica em liberdade”.
O julgamento decorre à porta fechada por decisão da juíza do processo, Lou Ieng Ha. Recorde-se que John Mo está acusado de um crime de violação, na sequência de uma queixa apresentada, no ano passado, por uma estudante do ensino superior. O alegado crime terá ocorrido num local de entretenimento, à noite. O então reitor da Escola de Pós-Graduação da UM foi despedido na mesma semana em que foi detido.
John Mo prestou declarações durante a manhã de sexta feira. A primeira testemunha a ser ouvida foi a deputada de Hong Kong Priscilla Leung, professora associada da Faculdade de Direito da City University de Hong Kong, onde também trabalhou com o primeiro arguido. Leung falou em defesa de John Mo e à porta do tribunal referiu que conhece o arguido há mais de 20 anos, considerando-o uma pessoa íntegra, por isso, não acredita que tenha cometido que tenha cometido o crime de que é acusado.
Ainda durante a manhã foram ouvidas mais nove testemunhas, incluindo o professor da Faculdade de Direito da Universidade de Macau, Shui Bing, segundo indicou a Rádio Macau.
O caso envolve mais dois arguidos, Lei Iok Pui e Yang Manman, também acusados de violação e omissão, que estão a ser defendidos por Mak Heng Ip e Ho Wai Chun. Lei Iok Pui, também conhecido como Henry Lei, foi o número 6 na lista concorrente do deputado Si Ka Lun nas últimas eleições legislativas, fazendo parte do círculo de Chan Meng Kam e é presidente da assembleia da “Chinese Youth Advancement Association”.
Em Macau, o crime de violação é punível com pena de prisão entre três aos 12 anos. Nalguns casos, a pena pode ser agravada. A leitura da sentença está agendada para 15 de Fevereiro, às 10h00.
S.F. e V.C.



