Além de controlar o crescimento do número de mesas de jogo, o Governo está avaliar a necessidade de regulamentar a dimensão do jogo electrónico, disse ontem Francis Tam. O Secretário para a Economia e Finanças frisou ainda que será reforçada a aposta noutros projectos de entretenimento

 

O crescimento do número de mesas de jogo irá manter-se nos três por cento por ano, assegurou Francis Tam, notando que essa é uma política “clara”, mas os deputados querem que o Executivo planeie o futuro desta indústria com maior precisão, de modo a que o objectivo de Macau se transformar num Centro Mundial de Turismo e Lazer seja alcançado.

O Secretário para a Economia e Finanças afirmou que o crescimento do número de mesas será ainda avaliado consoante os projectos de entretenimento extra-jogo que as operadores apresentarem e mostrou-se ainda disponível para regulamentar outros segmentos.

“Daqui a 20 anos o número de mesas poderá não ocupar já um peso tão grande e o jogo electrónico poderá ter mais espaço, por isso temos de regular esta matéria. Já procedemos a uma averiguação para haver uma regulação”, disse Francis Tam, em resposta a Wong Kit Cheng, que questionou o Governo sobre medidas para limitar o crescimento das “slot-machines”.

Durante a sua intervenção na Assembleia Legislativa, onde se deslocou para responder a várias interpelações orais, o Secretário frisou que “a política vai no sentido de dar importância aos projectos não jogo”. “Mesmo em relação aos grandes projectos temos de ponderar qual o peso dos que não são da área de jogo. Esses projectos vão mesmo ser um factor a ter em conta para a distribuição de mesas, dependente do espaço que ocupem”, reiterou Francis Tam.

 

F.A.