A Companhia de Corridas de Cavalos de Macau fechou 2017 com prejuízos de 110,6 milhões de patacas e perdas acumuladas de mais de quatro mil milhões, referem informações publicadas ontem em Boletim Oficial

 

Inês Almeida

 

As contas da Companhia de Corridas de Cavalos de Macau voltaram a fechar no “vermelho” no ano passado, com os prejuízos a atingirem 110,6 milhões de patacas, segundo indicam informações publicadas ontem em Boletim Oficial. Os prejuízos acumulados ascenderam a 4,18 mil milhões.

Com activos de apenas 255 milhões de patacas, a empresa registou também dívidas da sociedade num total de 1,44 milhões. Um “breve relatório de gestão” assinado por Angela Leong recorda que o prazo da concessão foi prolongado até 31 de Agosto de 2042.

“Futuramente, a estratégia da empresa vai ser baseada no princípio ‘Lazer, Entretenimento e Desporto’. A empresa vai investir, substancialmente em diversas áreas, tais como a melhoria da qualidade das suas instalações, a transmissão em directo dos leilões internacionais de cavalos e o aumento do número e a qualidade dos cavalos para as corridas”, refere o documento.

Além disso, “as instalações reservadas aos membros vão ser alargadas, de forma a poder oferecer alguns serviços mais diversificados tanto para os membros como para os turistas”, acrescenta.

Por sua vez, a Companhia de Corridas de Galgos de Macau (Yat Yuen) teve os resultados transitados fixados em 525 milhões de patacas. No ano anterior, este valor era de 536 milhões, reflectindo uma quebra de 11 milhões.

Já os resultados transitados da Sociedade de Lotarias Wing Hing apontam para um prejuízo de 20,2 milhões.