As autoridades policiais detectaram um caso de burla contratual envolvendo duas irmãs. Segundo o jornal “Ou Mun”, uma empresa de construção é suspeita de contratar trabalhadores não residentes oferecendo salários de cerca de 12.000 patacas, mas pagando na realidade apenas 8.500. Dois antigos trabalhadores denunciaram o caso às autoridades em Abril deste ano, alegando ter perdido perto de 220 mil patacas, pois trabalhavam na empresa desde 2016. Nas investigações, a PJ descobriu que a construtora tinha mais de 100 trabalhadores importados, sendo responsável por obras no COTAI. Alegadamente, as irmãs ficavam com as cadernetas do banco e cartões bancários dos trabalhadores e exigiam-lhes que assinassem um segundo contrato privado indicando que auferiam 8.500 patacas, ficando com 3.500 patacas de cada funcionário. A irmã mais nova (57 anos) é a gerente da empresa e segunda accionista. A mais velha, de 61 anos, era funcionária, mas foi na sua fracção, no COTAI, que a polícia encontrou quatro milhões em dinheiro, mais de 30 cadernetas, 24 cartões e 24 contratos. As autoridades estão a investigar o envolvimento de mais pessoas, mas as irmãs já foram entregues ao Ministério Público por suspeitas de associação criminosa e burla de valor elevado.

 

L.F.