Jorge Serafim (Portugal) e Ângelo Torres (S. Tomé e Príncipe), dois eméritos contadores de histórias, vão estar em Macau, entre os dias 14 e 20 deste mês, para um vasto programa de actividades
Organizada pelo Instituto Português do Oriente (IPOR), a iniciativa inclui sessões para alunos em escolas luso-chinesas, Escola Portuguesa, Jardim D. José da Costa Nunes, Instituto Politécnico e no próprio IPOR, além de uma formação dirigida a docentes de língua portuguesa sobre técnicas narrativas e mediação da leitura na Direcção dos Serviços de Educação e Juventude.
Para o público, está prevista uma sessão aberta de contos da literatura universal apresentados pelos dois contadores, a ter lugar no dia 16, na residência oficial do cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong.
Jorge Serafim, “um dos grandes contadores portugueses”, tem percorrido Portugal em inúmeras sessões de contos para públicos de todas as idades, em escolas, bibliotecas, prisões, lares, auditórios e festivais de teatro, realça o IPOR em comunicado, no qual salienta que o seu “virtuosismo” levou-o também a diversos encontros internacionais de narração oral, na Europa, América e África.
Além disso, é presença regular em programas de televisão e em festivais de humor, tendo participado nessa vaga de lançamento da ‘stand-up comedy’ em Portugal e tendo publicadas várias obras de literatura infanto-juvenil.
Já Ângelo Torres descobriu a tradição oral em S. Tomé, a ouvir histórias da sua avó, tendo-se estabelecido em Portugal como actor (prémio Shooting Star 2004), após os estudos em Cuba.
Desafiado por António Fontinha a “contar uns contos”, acordou aí para uma vocação que não mais parou de cultivar e aperfeiçoar, sublinha o IPOR na nota enviada à imprensa, ao destacar que Ângelo Torres figura hoje como “um contador magnético, que mistura intuitivamente conteúdos tradicionais com contextos contemporâneos”.
Ângelo Torres mantém, em paralelo, uma carreira internacional de actor no teatro e no cinema, onde se destacam a participação em filmes (“A Ilha dos Escravos”, “A Costa dos Murmúrios”, “Tudo Isto É Fado, Preto E Branco”, “Nha fala”, “Entre Nós”, “Encontros Imperfeitos”, “Almirante Reis”), para além de diversas séries televisivas.
Integrada no plano de actividade do IPOR, esta acção, que conta com o apoio da Fundação Macau e do consulado-geral de Portugal, “visa promover o livro como suporte de mediação da leitura em língua portuguesa, divulgar o património imaterial que nela se expressa e aproximar os aprendentes da língua, através da exposição lúdica a novos conteúdos”, concluiu o IPOR.
JTM/Lusa



