A redução do montante reservado para reinvestimento foi um dos factores que motivou uma forte quebra no investimento directo do exterior na RAEM em 2017. Em contrapartida, o investimento de empresas locais na China Continental quase quadruplicou
O fluxo do investimento directo realizado no exterior por empresas de Macau, ou seja o valor líquido, fixou-se em 1,32 mil milhões de patacas em 2017, contrariando o balanço negativo de 7,89 mil milhões registado em 2016. Já o rendimento desse investimento subiu 290,4% para 1,42 mil milhões, indicam dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), sendo de salientar aumentos de 197,8% e 333,3%, respectivamente, nas empresas ligadas ao jogo (941 milhões) e à indústria (455 milhões).
Na análise às estatísticas oficiais, destaca-se o facto do investimento na China Continental ter ascendido a 4,28 mil milhões de patacas, reflectindo uma subida anual de 291,5%.
No final de 2017, o stock do investimento directo feito no exterior por empresas de Macau – valor acumulado de anos anteriores – subiu 12,4%, em termos anuais, ao cifrar-se em 19,27 mil milhões de patacas. Este montante inclui 8,16 mil milhões investidos em Hong Kong e 10,37 mil milhões na China Continental, sobretudo em Guangdong (8,32 mil milhões, reflectindo um salto de 112,5%).
Só Zhuhai absorveu 6,19 mil milhões, o equivalente a 74,3% do stock total canalizado para a província vizinha. As contas de Zhuhai englobam 5,74 mil milhões (mais 255,1%) destinados à Ilha da Montanha.
Os stocks do investimento directo na província de Zhejiang (1,17 mil milhões) e em Xangai (279 milhões) também aumentaram 15,3% e 340%, respectivamente.
Em sentido inverso, os dados oficiais mostram que o fluxo do investimento directo do exterior na RAEM recuou 79,9% para 3,01 mil milhões de patacas no intervalo de um ano. A DSEC atribui a quebra acentuada a dois grandes factores: “a redução do montante reservado para o reinvestimento, causada pela acentuada distribuição de dividendos por parte das empresas concessionárias do jogo”, e o “reembolso de empréstimos junto dos investidores directos do exterior e das sociedades parceiras externas”.
Os fluxos do investimento directo de bancos e outras actividades financeiras registaram 5,37 mil milhões (menos 18,2%) e a construção 1,13 mil milhões (mais 57,1%), enquanto o jogo contabilizou um valor negativo de 3,05 mil milhões.
No ano passado, o fluxo do investimento directo do exterior no território derivou principalmente das Ilhas Virgens Britânicas (6,11 mil milhões; mais 113,5%), China Continental (3,56 mil milhões; menos 30,5%) e Hong Kong (3,33 mil milhões; menos 66,2%). Já o valor líquido do investimento oriundo das Ilhas Caimão foi negativo: menos 8,64 mil milhões.
Por sua vez, o rendimento desse investimento cresceu 20,4% para 58,65 mil milhões de patacas, fomentado pelo aumento de 34,5% no jogo (37,85 mil milhões).
Até ao final do ano passado, o stock do investimento directo do exterior em Macau totalizou 227,42 mil milhões, fruto de uma quebra de 7,3% em relação a 2016.
S.T.



