A Liga das Nações conta com um orçamento de 16 milhões de patacas, e o retorno directo não cobre as despesas, indicou See Lei, responsável do Instituto do Desporto. Mas o organismo acredita nos benefícios do retorno indirecto e continua a estreitar relações com a Federação Internacional de Voleibol
É a primeira vez que o evento chega a Macau com imagem renovada. Aquela que é agora a Liga das Nações feminina de voleibol veio substituir o Grande Prémio da mesma modalidade. See Lei, chefe do departamento do Grande Prémio de Macau e dos Grandes Eventos Desportivos, acredita que “é uma boa experiência para um projecto novo”, indicando que o seu departamento mantém contactos próximos com a Federação Internacional de Voleibol.
“Estávamos um pouco preocupados por mudar de um fim-de-semana para dias semanais úteis. Ao longo deste tempo de promoção achamos que o que vimos em termos das vendas dos bilhetes não foi mau. Normalmente o primeiro dia é assim, mais sossegado. E é a primeira vez com uma nova imagem. Há muitas coisas novas não apenas para o público, mas que nós na organização estamos a tentar adaptar”, explicou à margem do evento. Um projecto novo acarreta mudanças, “há sempre melhorias” a fazer.
A ideia é boa e a melhor concretização virá com o tempo, indicou a responsável. “Precisamos de perceber melhor o que a federação quer que façamos. Sabemos que vamos fazer uma Liga, mas em detalhes não temos muitas informações como antigamente, que tínhamos feito já muitos antes”, disse See Lei à TRIBUNA DE MACAU.
A realização do evento tem um duplo objectivo. Por um lado, dar à população de Macau a oportunidade de ver e participar num evento desportivo internacional. Por outro lado, ajudar a promover a RAEM em termos turísticos. “Esta é a nossa missão, digamos. Tentamos organizar os eventos para os locais e também para os turistas”, comentou.
Até porque o evento, que conta com um orçamento de 16 milhões de patacas embora ainda não se saiba o valor exacto dos gastos, não permite um retorno directo que cubra as despesas, reconheceu a chefe de departamento. O valor indirecto, a que a dirigente atribui especial valor “é mais difícil de calcular”.
“Não somos uma empresa privada em que trabalhamos à espera de ganhar mais do que o que demos. Ao ser um evento organizado pelo Governo, temos as diferentes empresas de Macau que ajudam a fazer estes trabalhos, cria-lhes oportunidades. E com o evento atraímos diferentes pessoas para saber mais de Macau. Temos de fazer este trabalho para que diferentes partes da sociedade também possam ganhar”, referiu. Espera-se assim que os visitantes vindos de Hong Kong e da China para assistir aos jogos, e que ficam mais dias, retribuam a Macau ao frequentarem hotéis e restaurantes.
No entanto, See Lei sublinhou que a promoção de Macau é um trabalho conjunto, e que pela pequena dimensão do território é preciso torná-lo um destino de desporto, mas também de cultura. “A Direcção dos Serviços de Turismo e o Instituto Cultural também estão a fazer muitos trabalhos, e nós cooperamos. É essa sinergia que estamos a tentar aproveitar para não fazer cada um só o seu. Tentamos criar uma atmosfera em que nos ajudamos uns aos outros”.
O evento é também aproveitado para pôr jovens da RAEM em contacto com as atletas da equipa chinesa, apesar de não ser uma actividade obrigatória do programa. Este ano encontraram-se na segunda-feira. “Normalmente não podemos anunciar antes porque temos de esperar que cheguem e perguntar se acedem”, indicou See Lei.
“O voleibol foi sempre e acho que continua a ser uma das modalidades mais populares cá em Macau. A Associação faz um trabalho muito bom há muitos anos, muitos jovens começaram a gostar e a praticar voleibol”, indicou.
S.F.



