Pela primeira vez, instituições financeiras de Macau vão vender obrigações do Continente. Ao todo, são 5 mil milhões de renminbi em obrigações especiais da Grande Baía que serão colocadas ao dispor dos residentes para investimentos em projectos dessa zona

O Governo da Província de Guangdong emitiu, na sexta-feira, “obrigações especiais da Reserva Territorial da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau” no valor de 34,19 mil milhões e um prazo de 5 anos. A grande novidade é que pela primeira vez participaram na distribuição de obrigações do Interior da China, três instituições financeiras de Macau.

De acordo com a nota de imprensa da Autoridade Monetária de Macau (AMCM), as obrigações serão comercializadas no território pelo Banco Industrial e Comercial da China (Macau), Banco Luso Internacional, e o Banco da China, Sucursal de Macau. Na China Continental já estão na mão do Banco Industrial e Comercial da China, Banco da China, Banco Agrícola da China e Banco de Construção da China.

Esses três bancos locais participaram na distribuição de 5 mil milhões de renminbis, que, posteriormente, colocarão para aquisição de residentes de Macau como produtos de gestão de fortunas pessoal. Deste modo, as pessoas de Macau poderão fazer parte dos projectos de investimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau.

A RAEM é a primeira região fora do Interior da China, com instituições financeiras locais a participarem na distribuição de obrigações, através da agência de liquidação. Os fundos angariados serão utilizados para projectos da Reserva Territorial, nas cidades de Guangzhou, Zhuhai, Foshan, Dongguan e Zhongshan, todos, na área de Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau.

No comunicado, a AMCM “saúda o sector financeiro local por responder efectivamente ao plano de desenvolvimento do País, participando activamente na construção da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”, e permitindo assim que os residentes também participem nesse projecto e partilhem dos respectivos resultados.