Várias entidades educativas que organizam cursos integrados no programa de aperfeiçoamento e desenvolvimento contínuo queixaram-se de ser inspeccionadas em demasia pela DSEJ. Em resposta, o organismo recordou que os fundos são públicos e o seu uso deve ser controlado e avaliado

 

Liane Ferreira

 

O programa de aperfeiçoamento e desenvolvimento contínuo esteve ontem em análise no debate matinal do “Ou Mun Tin Toi”, com os Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) a aproveitarem a ocasião para recordar que as instituições educativas particulares, que leccionam cursos desse programa, estão sujeitas à avaliação e ao controlo da Administração.

Durante o programa, várias pessoas, alegadamente responsáveis por essas instituições, ligaram a criticar a DSEJ por efectuar frequentes inspecções, sublinhando que essas acções incomodam o funcionamento normal e são em número excessivo.

Wong Chi Iong, chefe da Divisão de Extensão Educativa da DSEJ, explicou que, apesar do apoio das autoridades às instituições educativas já ser elevado, as inspecções para a recolha de informações envolvem um esforço adicional em termos de recursos humanos. No entanto, frisou, o controlo é necessário por estarem em causa fundos públicos, que têm de ser monitorizados e avaliados.

Apesar disso, garantiu que as autoridades vão avaliar de forma abrangente a situação para programar as inspecções de forma apropriada, no sentido de assegurar um equilíbrio na supervisão.

O mesmo responsável explicou que os preços dos cursos aprovados têm em conta as qualificações do instrutor, a natureza institucional, o nível de profissionalismo e as horas dos programas, não se registando situações de tratamento injusto das associações ou entidades consoante a dimensão.

Segundo disse, as autoridades compararam as três fases do programa de desenvolvimento contínuo e descobriram que em mais de 70% dos cursos não se verificaram aumentos dos preços. Nalguns casos, a competitividade cresceu e, portanto, os preços até baixaram.

Durante a manhã, outros ouvintes ligaram para o programa mas para denunciar situações em que foram atraídos a fazer parte de um clube ou grupo, com aulas gratuitas. Porém, vieram a ser notificados de que tinham de usar os vales do programa.

Sobre esse ponto, o chefe do Departamento de Ensino da DSEJ, Kong Ngai, revelou que o organismo tem vindo a receber queixas dos cidadãos relativamente ao método de inscrição, já que alguns dizem ter-se inscrito nesses cursos na rua. Assim, o responsável aconselhou os cidadãos a dirigirem-se pessoalmente às instituições de ensino para perceberem melhor quais são os cursos e para se inscreverem com o cartão de identificação, porque não existe nenhum método directo de inscrição na rua.