Tanto na Ponte do Delta como no novo acesso fronteiriço Guangdong-Macau será aplicado o novo modelo de inspecção alfandegária unificada com o intuito de elevar a eficácia e proporcionar uma passagem mais conveniente. Numa resposta ao deputado Leong Sun Iok, as autoridades recordaram no entanto que as obras ainda estão por concretizar
O futuro acesso fronteiriço Guangdong-Macau continua por se materializar, indicou o Gabinete do Secretário para a Segurança, em resposta a uma interpelação de Leong Sun Iok. Trata-se de um projecto anunciado há alguns anos e que, segundo as últimas Linhas de Acção Governativa, será “continuamente promovido através da cooperação Guangdong-Macau”. No mesmo documento, a obra está listada nas empreitadas orçadas em mais de 100 milhões de patacas.
O Gabinete de Wong Sio Chak indicou ainda que, à semelhança da futura passagem Guangdong-Macau, será também aplicado na mega-ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau o novo modelo de passagem assente na verificação de documentos de identidade só uma vez. Segundo as autoridades policiais, através deste novo modelo, será possível “elevar a eficácia da passagem”.
Embora este tipo de inspecção alfandegária unificada esteja a gerar muita polémica em Hong Kong, as autoridades da RAEM garantem que o Governo tem trabalhado “intensivamente” numa passagem fronteiriça mais conveniente para os cidadãos, sobretudo através de medidas como a concretização de acordo que visa aprofundar a cooperação no quadro do plano para a Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau.
Por outro lado, o também deputado da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) questionou se este novo modelo será aplicado noutros postos fronteiriço, nomeadamente nas Portas do Cerco. Porém, de acordo com o organismo liderado por Wong Sio Chak não será adequado aplicar o sistema de inspecção unificado nessa fronteira uma vez que envolve outros aspectos, como “inspecção de saúde, infraestruturas”. Nesse sentido, sublinhou que “o novo modelo só é conveniente nas novas fronteiras”.
Ao mesmo tempo, apontou que os postos fronteiriços das Portas do Cerco e de Gongbei já têm todos os espaços disponíveis ocupados. “É utilizado por mais de 120 milhões visitantes por ano, com uma taxa de 70% dos visitantes, pelo que se fosse aplicado o novo modelo era necessário levar a cabo obras de grande dimensão”, referiu o Gabinete do Secretário para a Segurança.
V.C.



