O Instituto de Acção Social vai estabelecer, no próximo ano, um novo centro de acolhimento no complexo de habitações públicas do Bairro da Ilha Verde. A garantia foi dada à TRIBUNA DE MACAU e a decisão justificada com a necessidade de “aperfeiçoar o ambiente de acolhimento”
Inês Almeida
A intenção já tinha sido manifestada em 2012 quando foi apresentado o plano de desenvolvimento, no entanto, só agora é oficial: a Habitação Pública do Bairro da Ilha Verde vai ter um centro de acolhimento do Instituto de Acção Social (IAS), revelou o organismo à TRIBUNA DE MACAU.
Numa resposta a este jornal, o IAS adianta que, “com vista a aperfeiçoar o ambiente de acolhimento em casos de emergência”, irá criar no próximo ano “um novo centro de acolhimento nas habitações públicas do Bairro da Ilha Verde, continuando a funcionar o Centro de Sinistrados da Ilha Verde, por forma a desempenhar funções de acolhimento urgente”.
O IAS recorda que o Centro de Sinistrados da Ilha Verde se destina aos indivíduos ou às famílias que necessitem do serviço de acolhimento urgente devido a desastres naturais, como é o caso de cheias, incêndios ou desabamentos, incluindo também acidentes públicos.
Ao longo do ano passado, 12 agregados familiares, representando um total de 23 pessoas, deslocaram-se ao Centro de Sinistrados da Ilha Verde. Nestes números não estão incluídas as cerca de 200 pessoas que recorreram à estrutura aquando da passagem do tufão “Hato”, em Agosto do ano passado.
Além dos centros de acolhimento, o IAS incumbiu a “Casa Corcel”, gerida pela Cáritas de Macau, “de proporcionar o serviço de alojamento temporário de curto prazo a pessoas desalojadas”.
Ao longo dos últimos três anos, o volume de pessoas a recorrer a este centro tem oscilado. Em 2015, chegaram à “Casa Corcel” 96 pessoas e, no ano seguinte, o número desceu ligeiramente, para 90. Durante o ano passado, a “Casa Corcel” acolheu 106 pessoas. Já no primeiro semestre deste ano, o centro gerido pela Caritas recebeu 76 indivíduos e actualmente residem lá 46.



