A igualdade linguística esteve em foco numa sessão realizada no âmbito de uma exposição integrada no âmbito da bienal “Arte Macau”

 

Na semana passada, realizou-se uma discussão sobre a igualdade linguística na exposição “Livro da Revelação de ___” no quadro da bienal “Arte Macau”, na Galeria Lisboa da Doca dos Pescadores. O evento foi organizado com o fim de apresentar a instalação “Apocalipses”, do antropólogo visual local Cheong Kin Man e da artista polaca Marta Stanisława Sala, obra encomendada para a bienal.

Moderada por Lam Sio Man, co-curadora da exposição, a iniciativa da dupla residente em Berlim faz parte da série de eventos culturais oferecidos pela associação organizadora, “MyLand Culture”.

A criação colectiva artística pretende visualizar e utilizar uma linguagem “utópica” pelo que o evento reuniu uma dúzia de interessados, incluindo artistas e autores locais.

Durante o “happening” artístico de uma hora, uma dezena de ideogramas fictícios foram criados pelo público juntamente com o duo e a curadora. Os mesmos farão parte da exposição artística de Cheong e Sala na Casa de Cracóvia, na cidade alemã de Nuremberga, no próximo ano.

 

Encontro “romântico” na Galeria Lisboa

Depois da discussão sobre a igualdade linguística, a “MyLand Culture” convidará seis pares de interessados para participar numa visita guiada pelas duas curadoras Lam Sio Man e Pal Lok sobre uma outra obra da exposição, “It Takes Hundreds of Years to Sleep on the Same Pillow”.

Da autoria de Lu Zhang, artista chinesa residente nos EUA, esta obra é uma instalação com duas camas e oferece a dois visitantes uma oportunidade de se conhecerem ao deitarem-se. O encontro “romântico” será feito em cantonense e em inglês, no domingo, entre as 19h00 e as 21h00, também na Galeria Lisboa.