O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura está a ponderar criar uma nova zona cultural unindo a antiga fábrica de panchões Iec Long e as Casas-Museu da Taipa, num processo de revitalização que terá como referência o que foi feito nos antigos estaleiros navais de Lai Chi Vun

 

A antiga Fábrica de Panchões Iec Long e as Casas-Museu da Taipa poderão vir a originar uma nova zona cultural, indicou o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura.

“Aquele sítio é muito valioso. Embora não esteja a produzir panchões ou fogo-de-artifício, é muito bom. Fiquei muito feliz porque ouvi, através do Secretário para os Transportes e Obras Públicas, que o terreno já foi devolvido ao Governo, e disse ao Instituto Cultural que temos de saber como está o processo. Se todos os processos judiciais estiverem resolvidos, então podemos avançar para o processo de classificação”, sublinhou Alexis tam.

A seguir à classificação, decorrerá a optimização do local. “O projecto da Fábrica de Panchões Iec Long vai ser mais ou menos como Lai Chi Vun”, apontou o Secretário, frisando que, tal como noticiou a TRIBUNA DE MACAU, aquela zona poderá ser transformada num “parque criativo e cultural”. Mais especificamente, poderá nascer ali uma nova zona cultural unindo a antiga Fábrica de Panchões às Casas-Museu da Taipa, criando um novo espaço de lazer.

O Secretário falou ainda brevemente sobre o incidente com um “drone” nas Ruínas de São Paulo, recordando que “a Autoridade de Aviação Civil tem regulamentos e as pessoas para fazerem filmagens têm de pedir licença”, o que não aconteceu neste caso e “está mal”.

“Primeiro temos de sensibilizar as pessoas. Vamos fazer mais publicidade para as pessoas saberem que não devem fazer aquilo. É uma forma de educação. O IC está a fazer esse trabalho mas é preciso fazer mais publicidade para as pessoas saberem que isso não está bem. Temos de proteger o nosso património, como as Ruínas de São Paulo”.

 

Formação no Turismo abordada em Lisboa

Por outro lado, questionado sobre a visita que fará a Portugal por ocasião das Comemorações dos 20 anos da RAEM e dos 40 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e Portugal, Alexis Tam preferiu não se alongar muito. “Primeiro vou em Fevereiro. Muito em breve vou levar cerca de 70 alunos de escolas secundárias chinesas para fazerem actuações em Lisboa e no Porto durante o Ano Novo Chinês”, esclareceu.

Em Março, a ocasião é outra. “É promoção turística. Vamos participar na Bolsa de Turismo de Lisboa. Ainda estamos a organizar. O que posso dizer é que em Fevereiro tenho um encontro com a Secretária de Estado do Turismo e vamos falar sobre acções de formação na área do turismo”, adiantou.

 

Doutoramento Honoris Causa é uma “honra” da “alma mater”

A atribuição do Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Lisboa (UL) é encarada como “uma honra” pelo Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura. “Fiquei muito feliz porque a UL é a minha alma mater. Estudei lá nos anos 80. Através da universidade, conheci muitos colegas e amigos portugueses e, principalmente, a cultura e língua portuguesas”. A distinção significa ainda “o reconhecimento do trabalho do Governo da RAEM para fortalecer as boas relações entre a China e Portugal e a ajudar Portugal a divulgar a língua e cultura portuguesas”, acredita Alexis Tam. “O Português é língua oficial em Macau e o Governo tem a responsabilidade de implementar as políticas e formar mais pessoas que conheçam a língua portuguesa”, frisou o Secretário, que estará em Lisboa para a atribuição do reconhecimento de que já foi informado “há muitos meses”.

 

I.A.