Funcionários de um empresa de segurança contratada pelo Instituto Cultural impediram um jornalista de trabalhar nas Ruínas de São Paulo, alegando que tinha de fazer um requerimento. Em reacção a este jornal, o IC pediu desculpas e prometeu advertir a empresa. Além disso, exigirá um reforço da formação do pessoal
Liane Ferreira
Um jornalista local foi impedido de filmar nas Ruínas de São Paulo, quando se preparava para capturar imagens do espectáculo do Festival de Luz, no domingo, por alegados funcionários do Instituto Cultural (IC). O caso foi exposto pelo jornal “Today Macao”, segundo o qual o jornalista perguntou porque é que não podia filmar num local onde tantos turistas tiram fotografias e fazem vídeos. O funcionário alegou que o jornalista tinha de fazer um requerimento junto do IC.
Segundo a notícia, o jornalista foi abordado por três homens com uniforme que lhe pediram a identificação e uma autorização. Apesar de ainda apresentar uma credencial usada na cerimónia de inauguração do festival, isso não satisfez o funcionário que manteve a ordem e disse ter ordens do IC para impor essa restrição.
Como o jornalista se recusou a sair do local, o funcionário chamou a polícia, mas o agente não compreendeu bem a situação, já que se tratava de um local público. Depois de contactar com superiores, o polícia deu indicações ao funcionário para deixar o jornalista continuar a trabalhar.
Em resposta à TRIBUNA DE MACAU, o IC referiu ter tido conhecimento do ocorrido através dos meios de comunicação social. “Relativamente às filmagens do público em geral e a entrevistas efectuadas por jornalistas, o IC não as interrompe, a menos que envolvam a utilização de equipamentos que ocupem muito espaço, sendo necessário solicitar previamente, nesses casos, autorização de filmagem”.
“O pessoal de segurança contratado não conhecia bem as instruções de filmagem do IC e tomou uma decisão sem prévia autorização deste Instituto, pelo que pedimos desculpa pelo inconveniente causado à entrevista efectuada pela comunicação social”, diz o instituto, acrescentando: “o IC irá enviar uma carta de advertência à empresa de segurança adjudicada, solicitando o reforço da formação no sentido de garantir que o seu pessoal conheça claramente e respeite as instruções relevantes, a fim de evitar que situações semelhantes ocorram no futuro”.
Em 2016, aconteceu uma situação semelhante, com jornalistas a serem impedidos de filmar nas Ruínas por um empresa de segurança adjudicatária. Na altura, o IC disse que era um mal-entendido e iria levar a cabo melhorias.



