Até sábado, o Instituto Cultural não tinha recebido qualquer proposta no âmbito do concurso público para a nova Biblioteca Central

 

Liane Ferreira

 

Termina hoje ao meio-dia o prazo para a entrega de propostas do concurso público para elaboração do projecto da Nova Biblioteca Central, no entanto, até sábado ainda não tinha surgido nenhum candidato. A informação foi avançada pela vice-presidente do Instituto Cultural (IC).

Leong Wai Man destacou que o projecto da biblioteca é de grande escala e além disso envolve a protecção e renovação de um edifício antigo, datado de 1951, com elementos novos. Por isso, considera que os interessados poderão necessitar de mais tempo para apresentar as suas ideias e documentos.

O Instituto Cultural acredita que muitos arquitectos locais estarão certamente interessados em participar neste concurso público.

Segundo o jornal “Ou Mun”, as autoridades estão confiantes de que todas as partes vão fazer o melhor possível para apresentar os documentos necessários, devendo vir a ser revelada a data de abertura oficial das propostas.

O IC frisou que a biblioteca é um edifício de interesse arquitectónico e tem de se respeitar ao máximo a Lei de Protecção do Património, para que partindo do edifício existente se projecte um novo espaço, sem demolições, porque o prédio tem um estilo distinto e valor cultural. No entanto, também se pretende que a nova biblioteca tenha elementos de design e arte, ou seja, represente a fusão de herança e desenvolvimento.

No plano de necessidades do concurso público, o caderno de encargos, a que a TRIBUNA DE MACAU teve acesso anteriormente, destacava que o novo edifício deveria converter-se num “marco cultural”, reflectindo um “espaço de diálogo para a população da cidade” e um “portal de conhecimento e transmissão da cultura local”. Deve ser também um dos “centros de lazer da cidade e uma base para actividades culturais”, bem como representar uma “expressão do espírito de arquitectura ecológica”.

O projecto deverá prever “a conservação e recuperação integrais da fachada principal existente e da escadaria interior de madeira original da ala leste do edifício da antiga sede da PJ” – que ao longo dos anos foi alvo de várias intervenções de conservação e ampliação.

Além disso, pretende-se que o “rosto” do edifício seja “apelativo” mas sem “ocultar a importância cultural do edifício classificado nem prejudicar a sua interpretação ou apreciação”. “O ambiente, volume, forma exterior, escala, características, cor, textura e material do novo edifício podem ser semelhantes à estrutura existente mas a imitação deve ser evitada”, lê-se.