“Departamentos públicos” vão avançar com procedimentos legais para acusar dois jovens que colaram cartazes de apoio às manifestações de Hong Kong em edifícios de interesse arquitectónico. O crime de dano, de que podem ser acusados, prevê uma pena máxima de três anos de prisão
“Departamentos públicos” vão iniciar procedimentos legais tendo em vista acusar dos jovens que colaram cartazes de apoio às manifestações em Hong Kong. Segundo a Rádio Macau, a acusação é de dano em edifícios de interesse arquitectónico, que é punível com uma pena máxima de três anos de prisão.
Foi na terça-feira, Dia Nacional da China, que os dois jovens de cerca de 20 anos foram apanhados a colar cartazes na Taipa e encaminhados para a esquadra, não tendo sido detidos mas sim convidados a colaborar com a investigação.
Os cartazes em questão também criticavam o programa de videovigilância que existe em Macau. Ambos tiveram de pagar uma multa de 600 patacas por violação do regulamento dos espaços públicos.
“Assediado” por protesto que não aconteceu
Noutro caso, o promotor de uma vigília de apoio aos protestos de Hong Kong que estava agendada para dia 19 de Agosto e não chegou a acontecer depois de ter sido rejeitada pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública queixou-se do facto de, ao ir assistir ao espectáculo de fogo-de-artifício por ocasião do aniversário da RPC, ter sido “constantemente perseguido por um grupo de pessoas de roupa branca”.
“Tiraram-me fotografias com má intenção, afectando até os meus amigos”, queixou-se o promotor da iniciativa que levou a uma acção policial.
Após o sucedido, considerou que a sua segurança e de outros apoiantes pode estar em risco, pelo que decidiu suspender outras acções de apoio a Hong Kong, segundo o “All About Macau”.
Croupier burlou casino com jogadores falsos
Um “croupier” de 32 anos, que exerce funções num casino no NAPE, foi detido por suspeitas de ter burlado um casino pelo menos 10 vezes num valor total de pelo menos 245.000 patacas. No final de Setembro terá cooperado com dois supostos jogadores e duas outras pessoas que ficavam encarregues de vigiar o que se passava. Os falsos jogadores foram detidos em flagrante, mas ainda há dois indivíduos a monte. O suspeito admitiu a prática do crime.
Universitário perde milhão após “chamada de Pequim”
A Polícia Judiciária está a investigar o caso de um universitário que terá perdido um milhão de renminbis no esquema “chamada de autoridades de segurança pública de Pequim”. Durante o telefonema, o jovem foi advertido sobre o seu alegado envolvimento num caso de branqueamento de capitais, pelo que seria necessário transferir todo o dinheiro para uma conta, com vista a ser inspeccionado. Após uma conversa com o pai, o estudante considerou a situação estranha e alertou as autoridades, mas as verbas já tinham sido levantadas.
I.A./R.C.



