Já estão em andamento as obras de melhoramento da ciclovia Flor de Lótus, em direcção à Ponte Cais de Coloane. No final, a pista terá 1.700 metros de comprimento. Com a construção a decorrer lado a lado com as aves migratórias que escolhem aquela zona ecológica, incluindo colhereiros, o IACM assegura à TRIBUNA DE MACAU que as obras não terão impacto nas aves nem na qualidade ambiental

Liane Ferreira

A obra de melhoramento da pista de bicicletas na Flor de Lótus, que vai estender mais 600 metros à ciclovia, já estão em andamento. As obras começaram em Julho e dada a proximidade de uma das zonas ecológicas do Cotai, onde várias espécies de aves migratórias, incluindo os colhereiros-de-cara-preta, levantava-se a questão do impacto no ecossistema desses animais.

Em resposta à TRIBUNA DE MACAU, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) afirma ter “contactado a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental que confirmou que o projecto não terá um impacto nas aves migratórias e irá manter a qualidade ambiental da zona ecológica”.

As obras vão estender a pista 600 metros para sul em direcção a Coloane, nas proximidades do posto alfandegário provisório da Ponte Cais de Coloane, na Rua Marginal da Concórdia. Assim, a ciclovia passa a ter 1.700 metros de comprimento.

“Com a utilização de espaço ao longo da linha de costa, a obra consiste na construção de uma pista de jogging com cerca de 2,5 metros de largura e uma pista de bicicleta de dois sentidos com cerca de 5 metros de largura, pavimentado com asfalto. Paralelamente, construir-se-ão áreas ajardinadas e barreiras metálicas à conjugação com a Estrada do Dique Oeste, para proteger os utilizadores, e também arborizar a zona para a tornar uma zona agradável”, lê-se no resumo da proposta de obra.

De acordo com informações no website do IACM, a obra tem data de conclusão marcada para Janeiro de 2019 e tem um orçamento de 14,74 milhões de patacas. O projecto foi adjudicado à empresa Kwong Yu no final de Maio.

A passagem do tufão Hato no ano passado afectou gravemente aquela zona de lazer, já que muitas árvores caíram, registaram-se problemas de desnivelamento do pavimento e defeitos estruturais. Muitas árvores foram arrancadas do chão com a força dos ventos, danificando também o pavimento.

Depois de considerada a segurança e as espécies adequadas para o local, o IACM decidiu plantar árvores de pequeno e médio porte e que tenham tolerância à salinidade da costa.