Os cinco hospitais de Macau contavam com 821 médicos no final do ano passado, reflectindo um aumento de apenas 34 face a 2016. Dados estatísticos apontam ainda que o número médio de dias de internamento diminuiu ao passo que as camas aumentaram

 

No final de 2017, existiam na RAEM 1.730 médicos e 2.397 enfermeiros, reflectindo subidas de 0,2% e 2,3%, em comparação com os 1.726 e 1.692 contabilizados em 2016, respectivamente. Do total, 821 médicos (+34 do que no ano anterior) e 1.735 enfermeiros exerciam funções nos hospitais reflectindo subidas anuais de 4,3% e 2,5%, respectivamente, revelam dados divulgados pelos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

As estatísticas apontam para 531 médicos especialistas nos hospitais (+5,1%), 91 dos quais de “medicina interna” e 68 de “cirurgia geral”.

O número de médicos por cada mil habitantes passou de 2,7 em 2016 para 2,6 no ano passado. No capítulo dos enfermeiros, houve uma melhoria: de 3,6 para 3,7.

Ao longo de 2017 foram autorizados 100 mil tratamentos de diálise, reflectindo uma subida de 9,4%, sendo esta tendência assinalada pelo oitavo ano consecutivo.

Os serviços de urgência atenderam 473 mil pacientes (-0,9%). Neste domínio, houve um aumento de 0,2% na Península de Macau (369 mil atendimentos) e uma descida de 4,5% na Taipa (104 mil), sendo este declínio contínuo desde 2014, realça a DSEC.

Por outro lado, os cinco hospitais de Macau ofereciam 1.596 camas – mais cinco face a 2016 – tendo sido internados 59 mil doentes (+1,8%) por um período médio de sete dias. A taxa de utilização das camas caiu 1,2 pontos percentuais para 70,8%, seguindo a tendência dos dois últimos anos devido “ao número médio de dias de internamento dos doentes ter diminuído e ao número de camas de internamento ter aumentado”.

As unidades hospitalares atenderam 1.698.000 indivíduos nas consultas externas (+4%). De salientar que a “medicina interna” atendeu 276 mil pessoas, ou seja, 16,3% do total, seguida pela “medicina física e de reabilitação” (234 mil) e “cirurgia geral” (189 mil), que representaram 13,8% e 11,1% do total.

No ano em análise, existiam 702 estabelecimentos de cuidados de saúde primários (incluindo centros de saúde e consultórios particulares), menos 17 do que em 2016, e que prestaram 4.012.000 consultas (+0,9%). As consultas de “clínica geral” representaram 29% do total, mas diminuíram 1,8%. O segundo tipo de consulta mais solicitado prendeu-se com a “medicina tradicional chinesa” (1.141.000 consultas) e a “estomatologia/odontologia” (254.000).

Os mesmos dados indicam que foram administradas 365 mil doses de vacinas (+18,6%,) nos hospitais e espaços de cuidados de saúde primários, 109 mil das quais eram contra a gripe. A doacção de sangue também registou um incremento, com o número de dádivas a subir 1,1% para 14.288. No final de 2017, estavam registados 10.391 dadores efectivos de sangue (-3,3%), dos quais 2.951 doaram sangue pela primeira vez (-8,9%).

 

C.A.