O presidente da Assembleia Legislativa confessou ser difícil agradar a todos no trabalho do órgão, mas assegurou que todas as críticas são aceites. No entanto, advertiu que a Assembleia não é um lugar para ataques verbais e tem de assumir sempre as suas responsabilidades
Ho Iat Seng, presidente da Assembleia Legislativa (AL), não quer que o órgão se torne num palco para trocas de ataques verbais. A afirmação está ligada a declarações do deputado Sulu Sou, quando disse que o Hemiciclo se assemelhava a uma “Assembleia do Lixo”, comentário considerado insultuoso por colegas do Hemiciclo. Segundo Ho Iat Seng, a Comissão de Regimento e Mandatos está a analisar o caso.
Assegurando que as críticas são aceites pela AL, Ho Iat Seng, reconheceu, por outro lado, ser difícil mudar as ideias dos cidadãos relativamente ao órgão legislativo.
De acordo com o jornal “Ou Mun”, Ho Iat Seng referiu que a AL não tem um mecanismo de processos disciplinares, mas os deputados são exemplos seleccionados pelos cidadãos. “Se os deputados não seguem as regras e usam palavrões, será que este tipo de comportamento não vai ter um impacto negativo?”, questionou.
Nesse contexto, Ho Iat Seng insistiu que a AL não pode converter-se num campo para troca de ataques verbais. porque “isso não é nada normal, nem é saudável”.
À margem do Dia Aberto da AL, Ho Iat Seng admitiu ser uma tarefa difícil construir uma boa imagem do organismo, até porque cada cidadão tem uma opinião diferente sobre o mesmo assunto, por isso, as críticas são inevitáveis. Segundo salientou, por melhor que se faça, o interesse de alguém será sempre prejudicado.
Para o mesmo responsável, a AL tem de assumir as responsabilidades e se puder melhorar o seu desempenho, irá fazê-lo. Desde que Ho assumiu a presidência, a AL registou um aumento no número de interpelações e debates e as reuniões plenárias passaram a ser transmitidas ao vivo na televisão.
Face às críticas de baixa eficácia, Ho Iat Seng considera que a AL deve fazer uma reflexão dos trabalhos, mas lembrou que, durante a pausa de dois meses, o Governo não pára de trabalhar e o Conselho do Executivo discute propostas.
Sobre o futuro, admitiu que o organismo vai ter uma carga de trabalho pesada e, actualmente, já tem em mãos 21 diplomas para discussão.
Durante o Dia Aberto, a AL registou 1.728 visitas dos cidadãos. As escolas locais também organizaram visitas de grupo.
V.C.



