As autoridades da Zona de Cooperação Aprofundada vão financiar exclusivamente a construção do campus de transição provisória, no complexo imobiliário “Dezhi Plaza” em Hengqin, o qual corresponde à primeira fase de construção da “Cidade Universitária de Educação Internacional”, afirmou ontem Song Pek Kei, presidente da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas da Assembleia Legislativa (AL), após uma reunião para acompanhar um relatório de trabalho sobre a construção da Cidade Universitária. Segundo a deputada, esses custos não estão incluídos no orçamento total de 20 mil milhões de patacas previsto para todo o projecto, cuja construção compreende três fases. Em relação ao campus provisório, a partir de Agosto e Setembro deste ano, a Universidade de Macau (UM), a Universidade Politécnica (UPM) e a Universidade de Turismo (UTM) vão ministrar cursos nestas instalações a um total de 1.200 alunos, notou Song Pek Kei. Segundo referiu, a Comissão presta atenção à distribuição e uso razoáveis dos 20 mil milhões, bem como às eventuais oportunidades para pequenas e médias empresas locais participarem na construção da Cidade Universitária. A Comissão vai compilar as questões numa lista e agendar encontros com representantes do Governo. Para a Comissão, como a Cidade Universitária é um projecto complexo e sistemático de longo prazo, o Governo deve esclarecer as competências, atribuições e papéis dos serviços envolvidos, bem como estabelecer mecanismos de coordenação, execução e fiscalização. Sobre a 2ª fase – a construção do campus principal da UM -, a obra já arrancou e resultou, até ao momento, num orçamento de oito mil milhões de patacas. A respectiva construção terminará em 2029. Quanto à 3ª fase, os campi da UPM e da UTM estarão praticamente construídos em 2030, altura em que o número de estudantes das três universidades na Cidade Universitária atingirá 20 mil.