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Depois da falência da Reolian, o Governo disse que está empenhado em encontrar uma nova operadora, havendo já interessados em fornecer serviços de autocarros em Macau, avançou Lau Si Io. O Secretário escusou-se, porém, a avançar detalhes para não afectar a “negociação comercial”

 

Fátima Almeida

 

O Secretário para os Transportes e Obras Públicas disse que já há houve operadoras a mostrar interesse em assegurar o lugar deixado vago pela Reolian, que entrou em processo de falência. Questionado sobre o futuro do modelo de autocarros, Lau Si Io disse estar “optimista” em conseguir uma nova concessionária para assegurar os serviços da empresa falida, não podendo, adiantar mais detalhes sobre o processo de negociações.

“Estamos activamente a procurar uma nova operadora. Há interessados na sua exploração. O Governo tem despendido o seu tempo para garantir que os direitos dos trabalhadores são salvaguardados”, afirmou o governante. “Vamos lutar para escolher uma nova operadora. [Os deputados] podem levantar questões, mas eu não posso dar dados porque tal pode afectar a negociação comercial”, referiu, em resposta a um interpelação oral de Lei Cheng I.

Mesmo sem avançar detalhes, Lau Si Io assegurou que com a entrada de uma nova operadora, os trabalhadores da Reolian verão os seus direitos assegurados. “Quando encontrarmos uma nova operadora vamos pedir que os trabalhadores tenham as mesmas regalias”, afiançou, ao intervir no âmbito de uma interpelação sobre o mesmo tema mas apresentada por Tsui Wai Kwan e Gabriel Tong.

Os deputados questionaram ainda se o Governo iria pagar as dívidas da concessionárias e se estas seriam deduzidas da caução depositada pela Reolian, no valor de 65 milhões de patacas. “Realizámos uma reunião com os credores e as despesas contadas a Dezembro estão em processo de liquidez. Temos 60 dias e vamos aproveitá-los para meter um processo junto do Tribunal para ter essas despesas”, disse, por sua vez, o director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego.

Em relação à caução, o Secretário referiu ainda que “não haverá a restituição” enquanto “a Reolian não concluir os serviços”. “Em relação a outros créditos, o Governo iniciou os procedimentos de reclamação, pedindo a sua devolução”, disse ainda Lau Si Io.

Porém, alguns deputados, como Mak Soi Kun, questionaram se a falência da Reolian foi um processo justo e se o Governo terá cumprido “as regras do contrato”. O Secretário não deu, para já, uma resposta a essa questão. “Estamos a seguir a lei e vamos tratar desta questão. Ainda não consigo dizer se foi um processo de falência justo ou não”, afirmou, voltando a reiterar que vai seguir as recomendações do Comissariado Contra a Corrupção, mas não considera que tenha havido “ilegalidade” no âmbito dos modelos dos contratos de concessão.