O presidente da Associação de Auxílio Mútuo de Condutores de Táxi espera que o Executivo proíba os estabelecimentos nocturnos de pagarem aos taxistas por encaminharem clientes, porque isso pode envolver responsabilidades legais. Já o director da Associação dos Consumidores das Companhias de Utilidade Pública receia que a utilização do sistema de gravação nos táxis origine uma “zona cinzenta” na recolha de provas
Tony Kuok, presidente da Associação de Auxílio Mútuo de Condutores de Táxi, disse ontem que a associação é contra os “acordos informais” entre taxistas e estabelecimentos nocturnos, segundo os quais os condutores recebem compensações por levar clientes.
Na sua perspectiva, a “aliança” entre discotecas e taxistas pode implicar responsabilidades legais, pelo que o Governo deve tomar medidas para proibir os estabelecimentos nocturnos de fazerem esse pagamento aos taxistas.
“Além disso, o Governo pode usar como referência a Comissão Directora de Qualidade dos Serviços de Táxi de Hong Kong, permitindo que o sector participe no mecanismo de queixa”, declarou no programa do “Ou Mun Tin Toi”.
“De facto, quando os taxistas terminam o trabalho, podem ser mal-entendidos pelos passageiros que acham que o percurso é rejeitado. Por isso, o sector está mais atento às questões de execução da lei justa e do mecanismo de queixa”, defendeu.
Por sua vez, o director da Associação dos Consumidores das Companhias de Utilidade Pública de Macau questionou a intenção de instalar o sistema de gravação de som, mas não de videovigilância, nos táxis, porque a seu ver pode criar uma “zona cinzenta” na recolha de provas.
“A medida de cancelar a licença de taxista, caso o comportamento irregular aconteça quatro vezes durante cinco anos, é demasiado vaga. É melhor aplicar um sistema de pontos”, sustentou ainda Cheng Chung Fai.
R.C.



