O Grupo Caixa Geral de Depósitos deu instruções ao Banco Nacional Ultramarino no sentido de pôr em marcha “grandes cortes” em departamentos como “marketing, media e investimento”, avançou a “Macau News Agency”
O Banco Nacional Ultramarino (BNU) vai efectuar “grandes cortes” nas operações que tem no território, adiantou a “Macau News Agency” (MNA). A decisão, apontada como surpreendente na medida em que a instituição tem vindo a apresentar ganhos recorde nos últimos anos, partiu do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), segundo confirmou a MNA junto tanto do BNU como do banco público português.
Fonte do BNU revelou ainda que a instituição bancária local tem as “mãos atadas” depois da Administração da CGD, em Lisboa, ter emitido ordens no sentido de implementar a medida. Os “cortes brutais”, segundo fonte do BNU, incluem departamentos de “marketing, media, investimento, pessoal, entre outros”.
A Caixa Geral de Depósitos acumulou perdas crescentes nos últimos anos, mas a administração do banco anunciou que 2018 seria um ano de viragem. Fonte oficial da CGD enfatizou que o BNU não é o único alvo, mas “todo o Grupo Caixa”. No entanto, assegurou “não haver planos para redundâncias no BNU”.
Uma garantia que entra em conflito com a informação que a agência obteve na RAEM e que indica cortes de pessoal. O grupo bancário português sofreu muitas dificuldades nos últimos 10 anos, com o fecho de várias instituições e mudança de proprietários. Para obter resultados positivos, a CGD emitiu novas instruções sobre a racionalização de custos e cortes de operações não-essenciais que atingiram o BNU, que é um dos principais contribuintes para as operações do banco português com resultados sucessivamente positivos.



