Mostrando-se optimista quanto ao potencial de desenvolvimento das regiões vizinhas, o Chefe do Executivo indicou que, no segundo semestre deste ano, será feito um estudo aprofundado sobre a intervenção da RAEM na Grande Baía

 

O desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e a cooperação económica e regional vão trazer novas oportunidades, defendeu ontem Kou Hoi In. O Chefe do Executivo concordou. “Já celebrámos um acordo para aprofundamento da cooperação no âmbito do acordo-quadro que está incluído na construção da Grande Baía” que vai encorajar “pessoas de Macau a investir na China”, sublinhou Chui Sai On. “Além do investimento de Macau na China, as regiões e cidades que compõem a Grande Baía também vão investir em Macau”.

No que respeita ao intercâmbio que o desenvolvimento do Delta do Rio das Pérolas poderá potenciar, o Chefe do Executivo salientou que ao longo de várias décadas já foi criada uma base para o seu desenvolvimento. “É uma oportunidade para os jovens de Macau, especialmente naquelas regiões onde a colaboração é muito próxima”.

“Queria esclarecer o seguinte para as pessoas estarem preparadas para abraçar este plano: temos de ter um pensamento aberto, porque as cidades da Grande Baía vão fazer o seu investimento em Macau e temos de estar preparados em termos de comércio. Temos de aprofundar estudos em relação à economia da Grande Baía e de ser mais competitivos”, defendeu.

Chui Sai On assegurou que o Governo vai conceder “apoios para que todos possam ajudar à construção da Grande Baía”. “Estamos a aguardar mas, no segundo semestre deste ano, vamos esforçar-nos para estudar a nossa participação no plano da Grande Baía. É uma grande oportunidade concedida pelo Governo Central. Temos de estar preparados”.

Por sua vez, Iao Teng Pio mostrou-se preocupado com o desenvolvimento de actividades comerciais transfronteiriças e com a questão da arbitragem no caso de conflitos, visto tratar-se da sua área profissional.

Chui Sai On respondeu que “como é sabido, na Grande Baía há diferentes regimes jurídicos”. “Temos uma equipa a fazer um estudo sobre as actividades comerciais trans-regionais, que é um trabalho com certa complexidade. Macau já tem acordos assinados com Hong Kong e Guangdong”, disse o Chefe do Executivo, asseverando que está a ser discutido o regime de arbitragem tendo por base um documento da Organização das Nações Unidas.

“Assim podemos avançar um pouco mais rápido porque já foram assinados acordos com a China e Hong Kong. O princípio ‘Um País, Dois Sistemas’ quer dizer que há diferenças ao nível dos regimes mas temos confiança e, com o lançamento do plano geral, vamos avançar com esta tarefa”, indicou.

 

I.A.