Para os recém-licenciados de Macau trabalhar na Administração Pública tornou-se numa espécie de emprego “ideal”, segundo apurou um de dois inquéritos desenvolvidos pelo Gabinete de Apoio ao Ensino Superior. Dos inquiridos, 42% preferem ser funcionários públicos e 90% escolhem Macau como local preferencial para entrar no mercado de trabalho
Viviana Chan
Um inquérito sobre as perspectivas de emprego dos recém-licenciados concluiu que 42,2% preferem entrar no mercado de trabalho através da Função Pública. Entre as posições mais populares predominam trabalhos de secretariado, contabilidade e de escritório nas repartições públicas.
Noutra área, 32,7% desejam abraçar os sectores do turismo, de convenções e exposições, hotelaria e restauração. No domínio da economia e finanças, os ramos dos seguros e bancário são os que mais fascinam os jovens licenciados (21%).
Além disso, mais de 60% esperam auferir entre 10 mil a 18 mil patacas no primeiro ordenado.
A par deste estudo, o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) levou a cabo outro inquérito com o objectivo de acompanhar a situação do emprego três anos após a conclusão do estudos. Neste âmbito, os dados recolhidos indicam que 90% dos licenciados optam por trabalhar em Macau, 3,8% têm como preferência Hong Kong e 2% olham para Taiwan como destino preferencial para trabalhar. Além disso, apenas 0,8% tencionam fazer as malas e rumar ao Interior da China para encontrar emprego.
Em comparação com o inquérito idêntico do ano anterior, o GAES registou um aumento ligeiro no número de estudantes que desejam trabalhar em Taiwan. Em contrapartida, verificou-se uma descida ligeira em relação ao interesse por oportunidades laborais no Interior da China e Hong Kong. Ao mesmo tempo, 40% dos licenciados que ficam no território conseguem trabalhar na área em que se especializaram.
Noutro campo de análise, concluiu-se que mais de metade dos inquiridos não foram promovidos nos últimos três anos de emprego. Tendo ainda em conta as perspectivas e a situação real dos licenciados de Macau, o GAES referiu que 8.933 estudantes concluíram com sucesso o ensino superior no ano passado. Destes, metade mostrou-se motivado para começar de imediato a trabalhar enquanto que 10% apontaram como prioritário viajar e, só depois, arranjar trabalho.
O inquérito de acompanhamento dos licenciados envolveu 7.143 questionários a graduados no ano lectivo 2013/2014. Desses, 13% trabalham no sector da educação, 12% na Função Pública e 10% nos bancos e seguradoras.
Segundo o estudo, jovens com três anos de experiência no trabalho têm assistido a aumentos salariais. Além disso, 12,6% dos empregados conseguiram ser promovidos e 70% continuam no mesmo local de trabalho, três anos após terem terminado o curso – mais 10% em comparação com o inquérito idêntico do ano anterior, indicou o GAES.



