Depois de ouvidas as opiniões da população, o Governo decidiu reformular as plantas das habitações públicas do Fai Chi Kei, que vão passar a ser maioritariamente de tipologia T2. Quanto à qualidade da construção, o Instituto de Habitação garante os projectos e os materiais usados são alvo de supervisão
O Instituto de Habitação (IH) anunciou que a configuração das plantas do programa “após a conclusão de 19 mil fracções públicas” vai ser ajustado, de modo a que os apartamentos T2 passem a constituir a maioria, ao contrário dos T1, como acontece actualmente.
Numa resposta a uma interpelação apresentada pelo deputado Si Ka Lon, o organismo indicou que vai ajustar a configuração das unidades constantes no projecto subsequente ao programa de construção das 19 mil habitações públicas, com o intuito de ir ao encontro das necessidades dos cidadãos. Assim, nos lotes L4 e L5 na Baía do Fai Chi Kei vão ser construídas 378 fracções T2 e nos lotes E e F da Habitação Social do Fai Chi Kei mais 336 unidades T2 e 100 apartamentos T3, num total de 714 fracções com dois quartos e uma sala.
Sublinhando que as habitações públicas são um projecto muito importante para o Governo, Ieong Kam Wa, presidente substituto do IH, garantiu que, para além da quantidade, também o design e qualidade da construção são aspectos tidos em consideração.
Neste sentido, o mesmo responsável destacou que a legislação em vigor estipula os materiais de acabamento a serem utilizados no interior das unidades habitacionais, o tipo de janelas e portas e materiais de casa de banho, sendo que todos devem atingir os requisitos mínimos em termos de segurança, higiene e prevenção de incêndios. O organismo asseverou ainda que os projectos são alvo de avaliação e supervisão, como estipulado pela lei.
O presidente do IH tinha também referiu que o departamento ligado à construção das habitações em causa irá consultar uma unidade de controlo de qualidade sobre a aprovação e controlo dos materiais.
A questão dos elevadores também merece a atenção do IH. As autoridades reconhecem que “há necessidade de melhorar o controlo e supervisão dos elevadores e reforçar a supervisão da actividade comercial” destes equipamentos para garantir o reforço da segurança do público.
Na interpelação escrita, Si Ka Lon tinha frisado que algumas habitações económicas apresentavam problemas na qualidade dos materiais e a proporção de unidades T1, T2 e T3 era irrazoável. Por isso, o deputado exortou o Governo a revelar a percentagem e o número de fracções necessárias para cada tipologia.
No mesmo documento, o deputado questionou ainda se as autoridades já tinham investigado as fracções económicas que apresentavam defeitos, de modo a efectuarem os trabalhos de melhoria.
Para além disso, tendo em conta que as habitações em construção envolvem a vida de milhares de famílias, perguntou se o Governo planeava convidar especialistas para avaliar e escolher as melhores plantas para as fracções.
L.F.




