Os acréscimos significativos nas receitas dos elementos não jogo (28,3%) e das convenções e exposições (147%) demonstram que a diversificação económica está a acontecer. Esta é, pelo menos, a postura do Secretário Lionel Leong, que não deixou de frisar quão “acidentado” é o caminho
Os resultados preliminares da estratégia de desenvolvimento adequado e diversificado da economia mostram que este caminho está a ser traçado, disse ontem o Secretário para a Economia e Finanças.
“Em 2017, as receitas das actividades não jogo das operadoras de jogo atingiram 30,674 mil milhões de patacas, mais 28,3% face ao ano de 2015, representando 10,36% do total das operações desenvolvidas (+0,97 pontos percentuais)”, afirmou Lionel Leong.
Para além disso, o valor acrescentado bruto da indústria de convenções e exposições, das actividades financeiras, da indústria de medicina tradicional chinesa, bem como das indústrias culturais e criativas atingiu 32,083 mil milhões de patacas, mais 23,61% face ao ano de 2015, representando 8,07% de todos os ramos de actividade económica (+0,79 pontos percentuais).
Lionel Leong colocou em destaque o sector das convenções e exposições (MICE) cujo crescimento registou um “ritmo bastante acelerado”. O valor acrescentado bruto deste ramo alcançou 3,548 mil milhões de patacas, mais 147%, em relação a 2015, representando 0,9% do valor acrescentado bruto de todos os ramos de actividade (+0,5 pontos percentuais).
“Podemos ver estes dados como os resultados da diversificação económica”, defendeu o Secretário, notando que “a diversificação adequada da economia não é um caminho livre de quaisquer obstáculos”, mas que todos os sectores juntos podem avançar “nesse caminho, não obstante quão acidentado seja”.
Em relação ao MICE, Lionel Leong frisou que a Ponte do Delta “além de oportunidades traz desafios”, por isso, é necessário investir mais nesta área e colocar mais medidas em andamento para aumentar competitividade do sector e da cidade, face às regiões vizinhas.
L.F.



