A “desarticulação” existente no mercado de recursos humanos” preocupa Leong Sun Iok, que aproveitou a sua intervenção antes da ordem do dia para instar o Governo a encontrar soluções para pôr fim ao cenário em que “as empresas têm dificuldades em recrutar trabalhadores, ao mesmo tempo que os candidatos têm dificuldades em encontrar emprego”.

Primeiramente, espera que o Governo “proceda a uma análise aprofundada dos dados de recursos humanos, tendo em conta empresas de diferentes dimensões e a natureza dos diversos postos de trabalho”, para formular políticas precisas, incentivando, sobretudo, as empresas de grande dimensão a “assumirem maior responsabilidade social no recrutamento e formação de quadros”.

Além disso, na sua opinião, a resolução dos problemas de recrutamento das “micro e pequenas empresas” deve ter o apoio de um serviço especializado. Entende ainda que deve ser aperfeiçoado o Regulamento dos Incentivos e Formação aos Desempregados, aumentando os subsídios para incentivar as empresas a contratarem recém-licenciados e pessoas de meia-idade, no sentido de apoiar as PME e elevar a qualidade do emprego dos trabalhadores locais.

Chui Sai Peng também se focou nas PME, propondo que o Governo avalie ainda mais o reforço do grau de subsídio para a licença de maternidade, de modo a permitir às empresas utilizarem esses recursos na contratação de trabalhadores de substituição, reduzindo assim a pressão sobre a mão-de-obra.

Já Leong Pou U sugeriu que as autoridades revejam o “Regulamento sobre a proibição do trabalho ilegal”, em vigor há mais de 22 anos, agravando a moldura sancionatória, a fim de aumentar o custo da prática do trabalho ilícito, e aperfeiçoando as disposições de excepção, para “evitar situações de abuso e de contorno das disposições legais”.

Por sua vez, Wong Kit Cheng insistiu em defender a criação de “uma base de dados sobre os serviços prestados relacionados com os empregados domésticos”, perante o “caos das mudanças de emprego de má fé por parte dos trabalhadores domésticos estrangeiros”.

“Recomendo à Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais que crie uma linha telefónica especializada para queixas relativas aos empregados domésticos, simplificando os procedimentos para os empregadores denunciarem as agências irregulares ou empregados domésticos que provoquem o despedimento de forma intencional”, sublinhou. Sugeriu ainda a promoção da entrada de empregados domésticos qualificados do Interior da China com certificações profissionais nas áreas de cuidados infantis e a idosos.