Entre o gerente e um funcionário de uma joalharia, as culpas passaram de um para o outro e acabaram os dois detidos. Noutro caso, um homem iludiu três pessoas com promessas de telemóveis topo de gama baratos

 

Um residente da China Continental apresentou queixa na Polícia Judiciária (PJ), depois de ter reparado que dois milhões de dólares de Hong Kong tinham desaparecido da conta da sua joalharia, situada em Macau. Segundo a PJ, o proprietário contou que depois de abrir o estabelecimento em 2016, entregou a gerência a uma pessoa de confiança. No entanto, este ano deu conta do desvio daquele montante.

Quando questionado acerca do paradeiro do dinheiro, o gerente terá dito que foi furtado por um ex-funcionário, mas optou por não notificar o dono da loja da situação, por temer perder o emprego.

O ex-funcionário foi entretanto detido nas Portas do Cerco, mas refutou a acusação, passando as responsabilidades para o gerente.

Ambos os homens acabaram detidos e foram encaminhados para o Ministério Público.

 

Telemóveis saíram caros

No âmbito de outro caso, ocorrido em 2017, um residente de Macau foi detido por burla e uma mulher encontra-se em parte incerta.

De acordo com as autoridades, o burlão aproveitou o facto de trabalhar num casino para convencer um homem de que teria acesso a telemóveis topo de gama a um preço mais reduzido. O “cliente” pagou 151 mil dólares de Hong Kong por vários meios, mas nunca terá visto os telemóveis.

No mesmo ano, um casal também terá pago 220 dólares de Hong Kong para encomendar esses telemóveis, mas também estes nunca apareceram.

O suspeito, que foi detido quando entrava em Macau, refutou as acusações, assumindo-se apenas como um intermediário.

 

Filho rouba pai

A PJ recebeu uma queixa de um pai, que diz ter sido roubado pelo próprio filho. Em Setembro de 2017, o homem veio com o filho jogar nos casinos de Macau e pediu-lhe para guardar 80 mil dólares de Hong Kong, temendo gastar todo o dinheiro nas mesas.

No entanto, o filho acabou por fugir com o dinheiro. O pai alertou as autoridades para o desaparecimento do filho, que foi agora detido quando regressava a Macau. O suspeito confessou ter fugido com o dinheiro que, segundo disse, gastou na totalidade na China.

 

L.F./R.P.