Depois de vários deputados terem renovado preocupações em relação ao armazém de substâncias perigosas, a tutela da Segurança destacou que não é possível fingir que estas substâncias não existem e que junto ao armazém será instalado um posto do Corpo de Bombeiros

 

Ao longo de dois dias de debate sobre as Linhas de Acção Governativa no ramo da Segurança, foram vários os deputados que aproveitaram a presença de Wong Sio Chak no Hemiciclo para a decisão de construir o armazém de substâncias perigosas no COTAI.

“Os produtos são perigosos mesmo. Muitos estão armazenados em estaleiros de obras e edifícios industriais, sem pessoal de gestão e equipamentos. Isto é perigoso. Então, o que temos de fazer é arranjar um local afastado das zonas habitacionais e já temos uma localização para o armazém definitivo. Não podemos não fazer nada e menosprezar ou fingir que não vemos os produtos perigosos”, alertou o Secretário para a Segurança.

Também o comandante do Corpo de Bombeiros (CB) admitiu que há sempre riscos, no entanto, o importante é que o armazém fique fora de zonas residenciais. “Em 2017 e 2018 temos visitado Hong Kong e algumas cidades em Guangdong para ver os respectivos armazéns. Em Hong Kong as condições são quase idênticas às de Macau. A atenção está focada no combate a incêndios nesses armazéns”.

Assim, destacou Leong Iok Sam, “de acordo com as suas características vamos dispor de extintores próprios para cada uma das substâncias a serem armazenadas e exercer uma fiscalização rigorosa. Além disso, nas proximidades, vai ser instalado um posto do CB, e será elaborado um plano de contingência e simulacros para o sector”.

De qualquer modo, tudo está dependente do andamento dos trabalhos desenvolvidos pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. “Antes de estar concluída a construção do armazém vamos desenvolver várias medidas e reforçar a fiscalização. Já temos planos de contingência”, garantiu Leong Iok Sam.

Por responder ficaram algumas questões de Wu Chou Kit que iam no sentido de definir uma rota específica para o transporte destas substâncias perigosas, levando a que passassem apenas por zonas mais isoladas do território.

 

I.A.