A Galaxy conseguiu receitas de 24 mil milhões de dólares de Hong Kong na primeira metade do ano, correspondentes a uma subida anual de 4%. Os ganhos operacionais registaram um aumento mais modesto, de 1%, e chegaram perto dos sete mil milhões. Mesmo contra “ventos desfavoráveis” e um mercado “competitivo”, o director executivo do grupo, Francis Lui, afirmou que a empresa teve um “desempenho sólido”

 

PEDRO MILHEIRÃO

As receitas líquidas da Galaxy ascenderam 4,2% em termos homólogos e atingiram 24,2 mil milhões de dólares de Hong Kong (HKD) no último semestre. Os ganhos antes de juros, impostos, amortizações e depreciações (EBITDA) do grupo situaram-se perto dos sete mil milhões de HKD, traduzindo-se numa subida anual de 1,3%. No final de Junho, a margem EBITDA, indicador usado por analistas e investidores para avaliar a percentagem de lucro operacional de uma empresa face às receitas totais, fixou-se em 31,4%.

Para Francis Lui, director executivo da concessionária de jogo, os resultados representam um “desempenho sólido”, particularmente no sector ‘premium’, mesmo “apesar dos ventos macroeconómicos externos desfavoráveis” e de um “ambiente de mercado competitivo”. À semelhança de outras operadoras e analistas, Lui destacou o impacto do Mundial da FIFA no sector, ainda que a Galaxy tenha sido capaz de mitigar algum do impacto com “iniciativas promocionais e de marketing direccionadas”.

No ciclo semestral que encerrou em Junho, a Galaxy tinha uma posição líquida de 35,9 mil milhões de HKD, que incluía 37,7 mil milhões em dinheiro em caixa e activos de investimento e dívidas de 1,8 mil milhões, segundo um relatório da companhia. Entre Abril e Junho, as receitas da empresa cifraram-se em 11,8 mil milhões de HKD, correspondendo a descidas de 1,7% e 4,5% em termos anuais e trimestrais, respectivamente. Nos mesmos três meses, o EBITDA ajustado foi de 3,3 mil milhões, equivalendo a quebras de 5,3% e 5,5%, nas comparações anual e trimestral, respectivamente.

O Galaxy Macau registou receitas líquidas de 20,3 mil milhões de HKD nos primeiros seis meses do ano, representando uma subida homóloga de 6%. Os ganhos operacionais situaram-se nos 6,5 mil milhões, traduzindo-se num aumento de 3%. No segundo trimestre, porém, o EBITDA ajustado caiu 4% para 3,2 mil milhões, enquanto as receitas caíram 1% para 9,9 mil milhões. Ainda assim, a taxa de ocupação nos nove hotéis do resort integrado foi de 99% nesses três meses.

O StarWorld anotou receitas de 2,6 mil milhões de HKD e um EBITDA de 686 milhões, correspondentes a subidas anuais de 6% e 5%, respectivamente. No segundo trimestre, as receitas situaram-se nos 1,2 mil milhões, o que se traduz num aumento anual de 4%, enquanto o EBITDA ajustado se manteve nos 303 milhões. O hotel esteve completamente lotado nesses três meses, sendo que “aproximadamente 40% do inventário de quartos do StarWorld Macau esteve sob trabalhos de renovação”, segundo apontou Francis Lui, o que terá impactado os ganhos operacionais em 14 milhões de HKD, de acordo com o CEO.

“No StarWorld Macau, estamos a levar a cabo um programa compreensivo de renovação e melhoria para assegurar que a propriedade permaneça competitiva e apelativa para os hóspedes”, lembrou Lui. Os trabalhos de renovação irão combinar alguns quartos para criar suítes ‘premium’ mais espaçosas, segundo Francis Lui, que apontou a conclusão das obras para o primeiro trimestre de 2027.

Em Junho, a Galaxy celebrou uma “parceria estratégica” com o grupo “Trip.com”, no sentido de expandir as experiências ao vivo de classe mundial, combinando o ecossistema de membros da plataforma com a experiência da concessionária em “operações de recinto e eventos de larga-escala”. Francis Lui frisou que os espectáculos de entretenimento e os eventos desportivos de classe mundial continuam a desempenhar um papel-chave em atrair novos e velhos clientes. A operadora acolheu mais de 170 eventos, como concertos, espectáculos e competições desportivas.