Alexis Tam quer apurar contornos da saída de Zhao Wei
Alexis Tam quer apurar contornos da saída de Zhao Wei

O Gabinete de Apoio ao Ensino Superior está a averiguar o caso que envolve o futuro emprego do ainda reitor da Universidade de Macau, para determinar se existe ou não uma violação de contrato, apesar da UM já ter descartado essa possibilidade. Alexis Tam garantiu que os resultados da investigação serão divulgados ao público

 

Rima Cui

 

O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura revelou ontem ter dado ordem ao Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) para investigar o caso da mudança de emprego de Zhao Wei, ainda reitor da Universidade de Macau (UM), para apurar se envolve ou não uma violação de contrato.

“Logo que haja resultados, o GAES ou a UM irão divulgá-los ao público”, garantiu Alexis Tam, sublinhando que a rescisão do contrato com a Universidade de Macau foi requerida pelo reitor e aceite pelo superior hierárquico.

Conforme avançou o Jornal TRIBUNA DE MACAU, o Conselho da Universidade teve conhecimento de uma queixa anónima, segundo a qual o reitor teria violado o contrato de trabalho. Contudo, a UM assegurou a este jornal que, no caso de Zhao Wei, não se aplica o período de nojo de seis meses.

A saída de Zhao Wei para uma universidade nos Emirados Árabes Unidos está agendada para o final do corrente ano, decisão que a UM diz respeitar e que o Chefe do Executivo aprovou.

 

Queixa de grávida será acompanhada

Noutro âmbito, Alexis Tam revelou ainda ter ordenado aos Serviços de Saúde que investiguem minuciosamente o caso de uma grávida que perdeu o filho durante o tufão “Hato”, depois de ter sido rejeitada pelo Centro Hospitalar Conde São Januário, por alegadamente haver falta de camas.

Embora se tenha manifestado preocupado com a situação, o Secretário sustentou que há poucos casos de negligência médica na RAEM. Mesmo assim, o Governo atribui elevada importância a todos os casos, exigindo ao pessoal médico o máximo de profissionalismo para evitar essas situações, asseverou.

Segundo o governante, os três centros de saúde tratam por ano dezenas de milhares de pacientes. Actualmente, os casos de negligência médica estão sujeitos a investigação e perícia técnica pela Comissão de Perícia do Erro Médico, que funciona de forma independente para executar uma investigação objectiva, sublinhou.