O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura quer que o Gabinete de Prevenção e Controlo de Tabagismo ganhe maior dimensão para incluir também os trabalhos que têm a ver com o consumo de álcool por parte da população mais jovem. Porém, para isso é preciso mais pessoal. Alexis Tam pondera também a proibição total dos cigarros electrónicos

 

Inês Almeida

 

O Gabinete de Prevenção e Controlo do Tabagismo tem falta de pessoal e isso impede que o organismo acumule outras funções além das que já desempenha, algo que Alexis Tam gostaria que acontecesse. “Neste momento o Gabinete de Controlo de Tabagismo sente falta em termos de pessoal”, começou por admitir o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura.

Ainda assim, “este ano vamos estudar no sentido de controlar a venda de bebidas alcoólicas a jovens”, disse, ao anunciar a intenção de “alterar os respectivos regulamentos e estatutos atribuindo competências ao gabinete para também liderar o trabalho relativo ao consumo de álcool”. “Naturalmente, temos de aumentar o pessoal porque neste momento se sente grande falta”, indicou o Secretário sem, no entanto, apontar mais detalhes, nomeadamente um calendário.

O Secretário falou ainda sobre o tabaco electrónico prometendo “continuar a fazer estudos para ver se, no futuro, se proíbe totalmente” o seu uso.

Para que existam inspecções ao fumo em lugares interditos 24 horas por dia seriam precisos muito mais trabalhadores que os que existem actualmente. “O Gabinete para a Prevenção e Controlo do Tabagismo só conta com 67 trabalhadores. Temos de ter 1.800 para fazer face a este trabalho 24 horas por dia”.

No entanto, ao nível da prevenção e controlo de tabagismo “o essencial” continua a ser o trabalho desenvolvido nos casinos e, em particular, nas salas VIP, tendo em conta nomeadamente o incidente que resultou no disparo de um tiro para o ar por parte de um agente. “Há ou não avisos [da proibição de fumo]? Se houver, essas pessoas estão a violar a lei. Não permitimos irregularidades, muito menos ilegalidades”.

Alexis Tam voltou a censurar o incidente e a admitir que talvez haja necessidade de reforçar a divulgação sobre a proibição do fumo junto dos visitantes. “Muitas vezes são os turistas que violam as normas, portanto, no futuro, temos de reforçar os trabalhos de sensibilização. Podem ser instalados ecrãs para reproduzir filmes, enviar mensagens de telemóvel, panfletos. Vamos continuar, com a Direcção dos Serviços de Turismo, a divulgar a nossa política”, prometeu o Secretário.