O corpo de Zheng Xiaosong será cremado e as cinzas enterradas em Pequim, avançou ontem o Gabinete de Ligação do Governo Central, elogiando a dedicação e idoneidade do ex-director. Para respeitar a vontade da família, não serão realizadas cerimónias fúnebres

 

Viviana Chan

 

O Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau emitiu uma nota de falecimento na madrugada de ontem, revelando que o corpo de Zheng Xiaosong será cremado em breve no Interior da China e as cinzas depositadas no Cemitério Revolucionário em Pequim, o cemitério oficial para altos dirigentes do Governo chinês.

O comunicado refere que a despedida a Zheng tem em conta a vontade da família e as regras do Governo Central. Assim, não haverá cerimónia fúnebre em Macau, porque a família prefere simplificar os procedimentos.

O Gabinete de Ligação manifestou pesar pela morte do director, elogiando a dedicação de Zheng Xiaosong. “Tomou posse como director do Gabinete de Ligação em Setembro de 2017, executando a política de ‘Um País, Dois Sistemas’ e a Lei Básica, trabalhando para o desenvolvimento de Macau a longo prazo. Embora estivesse doente, continuou a dedicar-se ao trabalho sem se preocupar consigo próprio. Sentimos muito pesar e lamentamos a sua morte”, lê-se na nota.

Referindo que Zheng Xiaosong trabalhou em várias áreas, desde a diplomacia às finanças, o Gabinete destacou ainda a sua passagem pela  Província de Fujian e RAEM. “Era muito responsável, leal e capaz de assumir os trabalhos. Cumpriu sempre os princípios, era idóneo e conseguiu fazer uma grande quantidade de trabalhos eficazes em diferentes posições”.

Zheng Xiaosong faleceu no dia 20 de Outubro, na sequência de uma “queda” do prédio onde residia no território. O falecimento foi anunciado pelo Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho do Estado no dia seguinte num curto comunicado, acrescentando que Zheng “sofria de depressão”. Mais tarde, a Polícia Judiciária de Macau assegurou que a sua morte não era um caso suspeito de crime.