Mais de mil processos de investigação foram iniciados pelo Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais desde o seu estabelecimento, há quase 11 anos, revelou o seu coordenador, Yang Chongwei

 

O Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais (GPDP) iniciou mais de 1.100 processos de investigação desde a sua criação, em Março de 2007. O balanço é traçado pelo coordenador do GPDP, Yang Chongwei, num texto publicado na 35ª edição do Boletim do Gabinete. “Na fase inicial, os processos concentraram-se em disputas que envolveram dados pessoais nos meios de comunicação tradicionais e gradualmente expandiram-se para disputas de violação de dados que hoje ocorrem na Internet”, apontou Yang Chongwei.

Tecnicamente, continuam a “surgir inovações nas medidas para a segurança dos dados, e os titulares e administradores dos dados dominam plenamente as últimas tendências da tecnologia de segurança das informações para que possam assumir a liderança na gestão de riscos e na protecção de dados”, acrescentou.

Na liderança do gabinete desde Julho de 2017, para ocupar a posição de antes assumida por Vasco Fong, Yang Chongwei admite que esta tarefa é “pesada” sendo um “caminho longo” que também não passará ao lado da estratégia para tornar Macau numa “cidade inteligente”. “Ao avançar para a cidade inteligente, esforçamo-nos por conseguir um equilíbrio entre a segurança da informação e a conveniência de vida, e tal será a principal prioridade da política de protecção de dados pessoais”, sublinhou.

Pelo exposto, cabe também ao próprio titular dos dados – enquanto “guardião” mais importante para a protecção de dados pessoais – ter “consciência das cautelas a ter no tratamento dos dados”. “Mesmo que a lei seja rigorosa e a tecnologia seja melhor, se o titular dos dados não tiver consciência das cautelas a ter no tratamento dos dados pessoais, não é possível resolver correctamente os problemas”, salientou o responsável.

No âmbito do tema central desta edição do Boletim do GPDP, Chan Wan Hei, membro do Conselho de Administração do Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT), discute em profundidade a tendência do desenvolvimento de uma cidade inteligente em Macau e o problema da protecção da privacidade, e apresenta o desenvolvimento de outras cidades inteligentes.

 

C.A.