O presidente da Sands China revelou que as seis operadoras vão contratar uma empresa de consultadoria para estudar a viabilidade da fusão de carreiras de “shuttle bus” na Península, no entanto, reconheceu que a implementação desse plano envolve muitas dificuldades. A Sands adquiriu entretanto dois autocarros de dois pisos para circularem de forma experimental, a partir da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau

 

Rima Cui

 

A operação conjunta de “shuttle bus” das seis operadoras de jogo na Península de Macau será muito difícil e poderá ter um impacto mais pequeno do que o esperado, indicou ontem o presidente e director-executivo da Sands China. “Como todos os casinos têm itinerários diferentes e as estradas da Península também estão congestionadas, os ‘shuttle bus’ de ponto a ponto de operadoras diferentes vão ter de optar por viagens mais longas do que actualmente, o que vai agravar ainda mais a pressão no trânsito”, afirmou Wilfred Wong.

Tendo em conta que na Taipa e na Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, o serviço conjunto de autocarros regista um “funcionamento ideal”, Wilfred Wong avançou que, apesar daquelas considerações, as seis operadoras vão contratar uma empresa de consultadoria para estudar a viabilidade de uma fusão das carreiras de “shuttle bus”.

De acordo com o “Ou Mun Tin Toi”, em declarações à margem da inauguração do Fórum Internacional do Capital Humano Internacional Macau – China 2018, o presidente da Sands China voltou a salientar que as operadoras de jogo atribuem muita importância à questão da operação conjunta de autocarros, mas apelou ao público para compreender que “todas as propostas têm as suas vantagens e desvantagens”. “Caso a proposta piore a situação do trânsito, não vai ser implementada”, enfatizou.

Por outro lado, segundo Wilfred Wong, a Sands China comprou dois autocarros de dois pisos, para funcionarem de forma experimental a partir da Ponte do Delta, ou seja, entre o posto fronteiriço de Macau e os casinos da operadora.