Para marcar o seu sexto aniversário, a Fundação Rui Cunha está a realizar actividades junto das escolas e também para fomentar o conhecimento sobre o Direito e a Lei Básica. O programa inclui um evento de caridade que ambiciona doar mais de 10 mil patacas à Caritas
Instituída a 28 de Abril de 2012, a Fundação Rui Cunha (FRC) celebra este ano o seu sexto aniversário. Para marcar a data, a entidade está a desenvolver este mês um calendário de actividades intenso, que culmina com uma iniciativa de beneficência no sábado. No dia 28, espera-se a participação de cerca de 100 artistas num evento de caridade no lago Nam Van, entre as 9h e as 11h. A iniciativa reunirá nomes como Ping Long, Wu Kemeng e Lin Tao, para além de diversos talentos locais. “A arte e a filantropia têm trabalhado par a par desde tempos imemoriais. Uma das funções principais da arte tem sido trabalhar como paradigma de valores altos e de apoio social”, indicou a fundação.
A FRC definiu a doação de 100 patacas à Caritas em nome de cada artista que se junte à iniciativa, tendo assim como objectivo doar um total de 10.000 patacas. Um painel de júris vai ainda escolher 20 a 30 das melhores pinturas no local para integrarem posteriormente uma exposição na galeria da fundação, que vai dar uma contribuição aos vencedores e leiloar as obras – com acordo prévio dos artistas – para que os lucros revertam para caridade.
Até lá, decorrem actividades de outro âmbito. Hoje e amanhã, entre as 8h45 e as 16h00 decorre o dia aberto do Centro de Reflexão, Estudo e Difusão do Direito de Macau (CRED – DM), que realiza actividades com alunos do quarto ano de escolaridade sob o tema dos 25 anos da Lei Básica, em parceria com a Escola Portuguesa de Macau (EPM), a Escola Oficial Zheng Guanying, Escola Hou Kong e Escola Luso Chinesa da Flora. “O objectivo primordial deste programa é, sem dúvida, sensibilizar os mais jovens para o Direito de Macau, para a importância do seu conhecimento e da sua preservação”, indicou a Fundação, que irá receber 163 crianças ao longo destes dois dias.
O CRED-DM volta a desempenhar um papel junto dos mais novos na quarta-feira, ao receber pela primeira vez uma instituição de ensino especial, a Escola Concórdia. “Porque entendemos que todas as crianças são iguais perante a Lei, porque o Direito é para todos e porque é importante que todos possam participar e fazer parte de projectos como este, a Fundação adaptará as actividades a desenvolver, nessa manhã, às necessidades dos alunos que nos visitarão”, disse a FRC, acrescentando que devem participar 27 crianças entre os 8 e os 13 anos.
Os 25 anos da Lei Básica vão também estar em foco numa versão destinada aos mais crescidos com a sessão “Reflexões ao Cair da Tarde” às 18h30 de quinta-feira. A conferência terá como oradores Jorge Rangel, presidente do Instituto Internacional de Macau e Membro da Comissão de Redacção da Lei Básica, e Leonel Alves, advogado e vice-presidente da Associação para a Divulgação da Lei Básica.
Ainda na quinta-feira, o “programa fazer justiça” vai contar com um grupo de alunos previamente seleccionado pela EPM para resolverem um caso jurídico. O Clube de Filosofia da EPM, com o auxílio do magistrado Carlos Carvalho deu início às sessões preparatórias em Fevereiro, realizando-se agora a Audiência de Discussão e Julgamento. O tema em discussão é a violência no namoro, sendo a primeira vez que participa um estudante de nacionalidade chinesa, no papel de juiz presidente. A actividade inicia-se às 15h na Fundação Rui Cunha.
A arte das aguarelas
Também no âmbito das comemorações, a FRC inaugura na quarta-feira, às 17:00, uma exposição colectiva com trabalhos de seis artistas internacionais, com vasta experiência na arte de pintar aguarelas. Herman Pekel, Eugen Chisnicean, Ping Long, Wu Kemeng, John Hoar e Lin Tao vão apresentar paisagens e esquemas de cores variados que irão criar uma “clássica interpretação de técnicas, talento e criatividade a não perder”, destaca a Fundação.
Com diferentes origens, que vão desde a Austrália, China passando pela Moldávia, esta mostra “promete trazer diferentes culturas, experiências e gostos, reunindo-se através de um interesse comum: a paixão pela arte e aguarela”.
O evento conta com o apoio da “Watercolour Association” in Qingdao, “Macau Cultural and Creative Industries Promotive Association” e da “Luyart Art and Culture International Company”.
Criada em 2012, a Fundação Rui Cunha tem um lema central: “Por Macau mais e melhor”. Com seis anos cumpridos e mais de 700 eventos realizados até à data, a Fundação continua a sua missão de “retribuir à cidade que permitiu ao seu fundador, Rui Cunha, prosperar e crescer”. Desde a sua criação, a FRC “manteve o seu objectivo de contribuir para o desenvolvimento da identidade do sistema jurídico autónomo da RAEM, bem como o de promover a cultura única das gentes de Macau através de esforços filantrópicos e culturais”, vinca.
S.F.



