Para “criar laços mais firmes” e de forma continuada com o seu público, a Fundação Casa de Macau criou o boletim Cabaia. O objectivo é informar sobre as actividades da Fundação, criando um elo de ligação entre o passado de uma cultura macaense forte e coesa e o futuro das gerações que vivem de “imaginários” de quem os viveu. A Cabaia já tem três edições e a mais recente incluiu uma entrevista a António Mil-Homens

 

Liane Ferreira

 

A Fundação Casa de Macau (FCM) em Lisboa lançou este ano o projecto “Cabaia”, um boletim informativo trimestral que pretende aproximar a instituição do público. Até agora, foram já publicadas três edições.

“O projecto do boletim Cabaia nasceu da necessidade que a Fundação Casa de Macau (FCM) sentiu de criar laços mais firmes e de uma forma mais continuada com o seu público, procurando que este se mantivesse tão informado quanto possível em relação à actividade mais visível e diária da FCM”, explicou Joana Barros Silva do Centro de Documentação da FCM à TRIBUNA DE MACAU.

No primeiro editorial do boletim é salientado que a “harmonia desejada entre o passado e o futuro, que se alcança através da manutenção de memórias, singulares ou colectivas, é essencial para o desenvolvimento saudável e profícuo de qualquer comunidade”. “É nesta leitura que se insere a criação da Cabaia, enquanto elo de ligação entre o passado, de gerações que conceberam e formaram uma cultura macaense forte, coesa e singular, e o futuro, de gerações que bebem de recordações e imaginários lembrados por quem os viveu”, lê-se no documento.

A Cabaia pretende assumir-se como “um fórum de divulgação da cultura macaense e, mais que isso, enquanto espaço de interacção, exposição e discussão de ideias, lembranças e opiniões de todos quantos se interessem e queiram alimentar esta locomotiva cultural e científica”.

Assim, a primeira edição foi dedicada ao 150º aniversário do nascimento de Camilo Pessanha que em Lisboa foi comemorado através de várias iniciativas culturais da Comissão Asiática da Sociedade de Geografia de Lisboa.

De uma “forma introdutória, os primeiros dois números da Cabaia referiram-se, essencialmente, aos eventos realizados ou apoiados pela FCM. Mais recentemente, e com o propósito de amplificar, paulatinamente, os conteúdos da Cabaia, foi introduzido um separador dedicado a entrevistas”, disse a responsável.

Na primeira entrevista da Cabaia figurou o fotógrafo António Mil-Homens, que se encontrava em Lisboa para a apresentação da exposição “Bicicletas de Macau” e que comemora 45 anos de carreira em 2019.

“Toda a edição, tanto a nível gráfico, como de texto, é da responsabilidade e autoria da FCM, em particular, do Centro de Documentação. Não havendo, para já, qualquer cooperação a nível jornalístico ou de produção de conteúdos”, disse Joana Barros Silva, indicando que o projecto está nas suas mãos, contando com a contribuição dos convidados.