A Wynn Macau foi acusada por um grupo de funcionários de demarcar zonas onde, supostamente, os clientes podem fumar ilegalmente nos dois casinos da empresa. Além disso, acusam a operadora de cooperar com informantes para escapar às inspecções do Governo
Rima Cui
Cerca de 200 funcionários dos casinos Wynn Macau e Wynn Palace juntaram-se ontem numa manifestação para exortar a empresa a controlar o fumo de forma rigorosa. O grupo acusa a entidade patronal de deixar os clientes fumar ilegalmente. O protesto partiu do Centro UNESCO e terminou em frente ao Wynn Macau, onde foi entregue uma petição.
“A Wynn diz que se preocupa com os funcionários, mas tem ignorado a ameaça do fumo em segunda mão junto dos trabalhadores, permitindo aos clientes fumar ilegalmente nas salas VIP. Caso o funcionário tente aconselhar o cliente a parar, é criticado pelo chefe”, reclamou um manifestante.
Além disso, assegurou que, antes da chegada dos fiscais, há quem informe os casinos da futura inspecção para ajudar a destruir as provas.
“Esperamos que as empresas se importem com a saúde dos empregados, proibindo totalmente o fumo em todas as zonas de não fumadores. Além disso, não se pode delimitar as áreas de fumo ilegais, nem tentar intervir nos trabalhos das autoridades da supervisão da qualidade do ar”, salientou.
Segundo o “Ou Mun Tin Toi”, o mesmo trabalhador sugeriu a criação de um mecanismo interno de queixas contra o fumo.
Os deputados Ella Lei e Leong Sun Iok e o secretário-geral da Associação de Empregados das Empresas de Jogo de Macau, Choi Kam Fu, acompanharam a manifestação.
Apesar dos funcionários da Wynn terem apresentado por várias vezes pedidos à empresa, nunca receberam respostas, disse Choi Kam Fu, esperando que a concessionária atenda às preocupações o mais rápido possível.



