O Fórum MIECF cresceu de oito países e regiões para 19 ao longo das várias edições, um fenómeno que a organização considera reflectir o reconhecimento dado pela comunidade internacional “à área ambiental”
Salomé Fernandes
Foram implementados quase 80% das mais de 280 cartas de intenções e projectos de cooperação assinadas nos últimos 10 anos através do Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental de Macau (MIECF, na sigla inglesa). Isto, aliado ao aumento de expositores de oito países e regiões no início para um total de 19 nesta que é a 11ª edição do evento “reflecte o reconhecimento a nível internacional à área ambiental”, disse Sam Lei, coordenador do evento.
Entre amanhã e sábado, o Centro de Convenções e Exposições do Venetian acolhe o fórum sob o tema “construir cidades sustentáveis para uma economia verde inclusiva”, numa área de exposição ampliada de 6.900 para 16.900 metros quadrados desde a primeira edição.
Este ano, o pavilhão de Macau aparece no centro como símbolo do seu papel de ponte entre as duas zonas do certame. Para além disso, vai ser em tons de relva e de solo para remeter para a ideia de “cidade e ecológica e economia verde”, explicou Sam Lei. Num esforço de fazer coincidir as aparências e a realidade, foram utilizados materiais que podem ser reutilizados na sua construção.
Relativamente ao dia de cooperação empresarial verde, que tem lugar amanhã, compreende um fórum e a assinatura de protocolos. “Este espaço permite aos participantes encontrar parceiros de cooperação, permitindo aos expositores encontrar compradores prováveis e ter melhores resultados no evento”, afirmou Sam Lei.
No que toca a actividades de apoio “mais de 30 organismos governamentais e mais de 125 representantes do governo foram convidados a participar nas visitas guiadas do Governo”, disse Irene Va Kuan Lau, presidente substituta do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau, acrescentando haver “também uma reunião especial de bolsas de contacto para a aquisição pública de bens e serviços, de modo a instar o governo a assumir a liderança no apoio à indústria de protecção ambiental”.
O “Fórum Verde” contará com seis sessões e uma sessão especial, envolvendo mais de 50 oradores para debater temas associados à protecção ambiental. É neste âmbito que Christiana Figueres, vice-presidente da “Global Covenant of Mayores for Climate and Energy” vai participar enquanto oradora principal, com temas como a transformação económica das cidades de modo a que abandonarem padrões de elevado consumo de recursos e carbono.
Observar práticas verdes
Entre exposições, bolsas de contactos, dia aberto ao público e intercâmbios para promover o papel de plataforma do MIECF, há espaço também para duas visitas técnicas. A primeira a unidades de reciclagem e tratamento de resíduos electrónicos, inseridos no plano “Plano de Reciclagem de Equipamentos de Informática e de Comunicação”, e a segunda ao “City of Dreams”. Vong Man Hung, vice-directora do Serviços de Protecção Ambiental, justificou que “é um hotel verde e vamos ver como usam a chuva e reutilizam essa água”.
Para além destas visitas técnicas, o MIECF também organizará uma visita a um parque de cooperação de indústrias de Macau e Cantão em Jiangmen, voltada sobretudo aos participantes europeus. No entanto, a aprendizagem também se fez no sentido inverso. Foi enviada uma delegação de Macau em visitas a Portugal, ao Brasil e à Alemanha para aprender técnicas no âmbito ecológico.
O MIECF 2018 é co-organizado pelo Governo da RAEM e os governos provinciais e regionais da Região do Pan-Delta do Rio das Pérolas. Conta a colaboração de diversos ministérios da República Popular da China, sendo coordenado pelo IPIM e pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental.
CESL Asia no MIECF com empresa de Fujian
A CESL Asia volta a participar no Fórum MIECF, desta vez em parceria com a empresa “Newland”, de Fujian, dedicada às novas tecnologias e produtos da nova geração no mercado chinês. Este ano os produtos que a CESL Asia leva ao evento no Venetian estão relacionados com os sistemas de transporte inteligentes, a computação em nuvem e os mega-dados, além de oportunidades e soluções modernas para a gestão ambiental, gestão de situações de calamidades e modernização dos serviços públicos.



