O subdirector do Gabinete de Ligação advertiu em Pequim para a existência de “forças externas” que têm tentado transmitir em Macau as ideias “independentistas” espalhadas em Hong Kong. Por isso, apelou ao Governo e à sociedade para manterem “alta vigilância”, combatendo essas tentativas ainda na “fase de germinação”. Por sua vez, Edmund Ho sublinhou que o reforço da educação patriótica tem de ser um dos focos dos membros da RAEM na CCPPC
Rima Cui
Macau tem assumido uma posição firme na implementação e materialização do princípio de “Um País, Dois Sistemas” e da Lei Básica, combatendo de forma determinada a possibilidade de “tentativa de esquartejar o país”, disse o subdirector do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM, frisando que “isso merece elogio e tem de ser sempre mantido”.
No entanto, à margem das reuniões do 13º Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), em Pequim, Chen Sixi alertou que “forças externas” têm tentado introduzir em Macau a ideia da “independência de Hong Kong”, pelo que o Governo e a sociedade devem “manter alta vigilância, não ficando de fora do assunto e combatendo esse tipo de pensamento desde a sua fase de germinação”.
Chen Sixi foi também questionado sobre uma possível fusão entre o Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho do Estado e o Gabinete para os Assuntos de Taiwan, subordinado do Governo Central, mas, segundo o “Ou Mun Tin Toi”, referiu apenas que essa informação deve ser obtida através de canais oficiais.
Já na reunião interna da comitiva da RAEM na CCPPC, Edmund Ho, vice-presidente do órgão consultivo, salientou que os trabalhos de investigação e estudo sobre educação patriótica em 2017 correram bem, sendo que, este ano essa matéria deve ser uma das prioridades dos representantes do território. Além disso, defendeu que esses membros precisam de comunicar com o Governo local sobre formas de aprofundar e aperfeiçoar a execução da educação patriótica, para que o trabalho sejam desenvolvidos de forma mais detalhada.
Por sua vez, na qualidade de membro da RAEM na CCPPC, Chan Meng Kam apelou para que seja criado o mais rápido possível um mecanismo de urgência de acções conjuntas entre Guangdong, Hong Kong e Macau. Na sua opinião, o tufão “Hato” mostrou que o território tem certas fraquezas nesse domínio. O antigo deputado propôs que a China lance um plano director específico para as três regiões sobre essa matéria.



