O Corpo de Bombeiros registou uma ligeira subida nos casos de incêndio nos primeiros seis meses deste ano. Apesar da corporação acreditar que a população está mais vigilante, cerca de 48% dos incêndios foram motivados por esquecimento ou descuido com fogões e papéis votivos
No primeiro semestre de 2018, os Bombeiros foram chamados a responder a 464 casos de incêndio, mais 1,09% do que os 459 contabilizados no período homólogo do ano passado. Em 221 casos, ou seja 47,63% do total, as principais causas de incêndio tiveram a ver com esquecimentos de fogões ligados e a falta de cuidado na queima de papéis votivos.
Por outro lado, em 336 incêndios (72,41% do total) não se tornou necessário utilizar mangueiras, salientou ontem a corporação, sustentando que esse dado significa que “a vigilância dos cidadãos aumentou”.
De acordo com os dados estatísticos, entre Janeiro e Junho, os “soldados da paz” realizaram 3.929 inspecções de segurança contra incêndios (vistorias, inspecções e queixas), número que traduz um acréscimo anual de 22,97%. Além disso, efectuaram 1.292 inspecções de segurança dos combustíveis em postos de gasolina, depósitos provisórios, reservatórios, estabelecimentos de comidas, bem como a fornecedores e veículos de transporte de combustíveis.
A estratégia preventiva envolveu ainda 269 actividades de propaganda de segurança, 92 palestras sobre protecção contra incêndios, prevenção do uso abusivo de ambulâncias e utilização correcta dos combustíveis, 34 exercícios práticos sobre o uso de extintores de incêndio, 37 simulacros de evacuação e de incidentes. Em seis meses foram distribuídos quase 44 mil panfletos informativos.
Em termos gerais, o número de acções operacionais dos Bombeiros cresceram 3,68% para 23.161 casos na primeira metade de 2018, em comparação com o mesmo período do ano transacto. Esse aumento foi sustentado pelas saídas de ambulância, que subiram 3,88% para um total de 19.928 casos. Por isso, os Bombeiros reiteraram um apelo antigo, instando a população a evitar a utilização abusiva dos serviços de ambulância.
Noutro âmbito, e tendo em conta a época de tufões, a corporação garante que tem apoiado os Serviços de Polícia Unitários nas actividades de divulgação sobre o plano de evacuação das zonas baixas em situações de “storm surge”.



