A primeira edição do Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau teve resultados “ideais”, considera o Instituto Cultural, que voltará a realizar o evento no próximo ano
O Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau (MICAF) foi um dos temas centrais da 4ª reunião plenária do Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Cultural, presidida pela Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, com os membros do órgão a concordarem que os resultados da primeira edição “foram ideais, obtendo-se uma boa resposta”, informou o Instituto Cultural (IC). Por isso, o evento continuará em 2025.
Realizada entre Julho e Agosto deste ano, a primeira edição integrou 45 actividades e espectáculos em mais de mil sessões, incluindo um musical ao estilo da Broadway, exposições, um festival de cinema, grandes instalações ao ar livre, acampamentos de artes, ‘masterclasses’, workshops e a Livraria para Crianças, entre outras iniciativas. Algumas exposições e instalações artísticas continuam patentes até ao final de Outubro, prevendo-se que possam atrair mais de 210 mil pessoas.
O IC destaca ainda o “Dia de Diversão MICAF”, festa ao ar livre que cativou 63 mil pessoas em 226 sessões em seis dias, e a exposição “Mundo Fantástico da Arte do Centre Pompidou”, com 20 mil participantes. O efeito de transmissão do Festival também recebeu nota elevada, tendo em conta que “mais de 15 milhões de pessoas” estiveram expostas aos novos media e publicidade online.
O organismo acredita que o MICAF ajudou a destacar o posicionamento de Macau como “base de intercâmbio e cooperação para a promoção da coexistência multicultural, com predominância da cultura chinesa”, proporcionando actividades diversificadas para crianças, adolescentes e famílias. “O Festival tem potencial para se transformar numa marca que integra a cultura e o turismo de Macau”, acentua o IC.
Além disso, o Fundo de Desenvolvimento da Cultura (FDC) apresentou o “Plano de apoio financeiro para a revitalização de zonas históricas 2024”, cujas candidaturas estão abertas até 30 de Dezembro. O programa visa incentivar as empresas a explorarem lojas ou espaços em articulação com as características das várias zonas, por forma a “impulsionar a vitalidade das zonas históricas”.
Apoiadas actividades sobre património intangível
Por sua vez, o FDC reuniu-se com representantes de grupos religiosos e associações ligadas ao património, para trocar opiniões sobre a promoção e o apoio à preservação das actividades de património cultural intangível, costumes e festivais tradicionais. O objectivo é explorar propostas “mais específicas”, que serão incorporadas no plano de apoio financeiro do próximo ano.
“Através da prestação de apoio financeiro e apoios correspondentes, espera-se que sejam encorajados os grupos relevantes a realizarem melhor a preservação e a promoção das actividades de costumes, festivais e património cultural intangível, no intuito de preservar a rica diversidade cultural de Macau e reforçar a coesão comunitária e a autoconfiança cultural”, sublinhou o Fundo.
O primeiro encontro contou a presença de representantes da Associação dos Comerciantes de Peixe Fresco, Associação Budista Geral, Macau (Internacional) Federação Budista, Associação Tauista, Associação Taoísta da Juventude, Associação de Orquestra Tauista, Diocese de Macau, Associação Católica Cultural, Fundação Católica de Ensino Superior Universitário, Associação de Música dos Cristãos de Macau e Associação Espiritual dos Baháis de Macau.



